A desembargadora federal Gisele Lemke, que está atuando como juíza do TRE do Paraná, se declarou suspeita para julgar processos relacionados à candidatura do senador Sérgio Moro (PL) ao governo do estado.
A suspeição foi oficializada por ela na quinta-feira (13/8). Foi a segunda vez que a magistrada, nomeada por Jair Bolsonaro em 2022 para o TRF-4, se declarou suspeita para analisar casos relacionados ao ex-juiz da Lava Jato.




Moro cita caso de Lula e diz que falta legalidade à decisão de Moraes
Vinícius Schmidt/MetrópolesSenador Sergio Moro (União-PR)
Vinícius Schmidt/Metrópoles @vinicius.fotoSenador Sergio Moro é pré-candidato ao governo do Paraná
Vinícius Schmidt/Metrópoles @vinicius.fotoEm 2023, por exemplo, a desembargadora federal se declarou suspeita para julgar, no TRF-4, processos de improbidade administrativa derivados da Lava Jato.
A decisão ocorreu depois que outros dois integrantes da 12ª Turma do TRF-4, os desembargadores João Pedro Gebran Neto e Luiz Antonio Bonat, também haviam reconhecido a própria suspeição.
Inicialmente, Lemke chegou a despachar e levar a julgamento processos da Lava Jato. Ao reexaminar sua situação, porém, afirmou que a proximidade com grande parte dos magistrados que haviam atuado na operação comprometia a necessária imparcialidade para julgar os casos.
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Decisões sobre Dallagnol
A desembargadora já julgou, neste ano, algumas ações do Partido Novo relacionadas à candidatura do ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol, que é candidato a deputado federal pelo Paraná.
Em abril, ela julgou procedentes ao menos dez ações movidas pelo partido contra publicações que afirmavam que o ex-procurador da Lava Jato estava inelegível para as eleições de 2026.
As decisões, contudo, foram posteriormente contestadas no STF. Em maio, o ministro Flávio Dino suspendeu uma das decisões de Lemke, derrubando medidas que haviam determinado a retirada de reportagens e publicações sobre a eventual inelegibilidade de Dallagnol.

