O governo dos Estados Unidos passou a considerar aplicar novas sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) depois das operações autorizadas pelo magistrado contra um jornalista e um ex-secretário do Maranhão, segundo o jornal britânico Financial Times.
Moraes foi alvo de sanções em 2025 ao ser enquadrado na Lei Magnitsky. Familiares e o escritório de advocacia administrado pela esposa do ministro também foram alvo de sanções econômicas pela relatoria na trama golpista, que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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No entanto, as sanções foram retiradas depois da aproximação entre o líder norte-americano, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), relação agora estremecida. Segundo a publicação, autoridades dos EUA passaram a reconsiderar sanções depois de recentes decisões de Moraes.
Segundo o FT, as discussões envolvem as operações autorizadas pelo ministro contra o jornalista Luís Pablo por reportagens que denunciam o uso irregular de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e parentes no Maranhão.
Ao longo da semana, Moraes autorizou a realização de mandados de busca e apreensão contra o ex-secretário de Estado do Maranhão, Raimundo Cutrim.
Para interantes do governo Trump ouvidos sob reserva pela reportagem, as ações são consideradas violações à liberdade de imprensa.
Como mostrado pelo Metrópoles, a Polícia Federal informou que, desde novembro de 2025, Luís passou a publicar conteúdos com fotos e dados do veículo funcional de Dino.
O jornalista também postou que o veículo, que oficialmente pertence ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), estava sendo usado pelos parentes do integrante do STF.
Entre as sanções estudadas pelo governo Trump está a reinserção de Moraes na Magnitsky, o que implicaria no congelamento de contas e bens que Moraes tenha nos Estados Unidos e na proibição de empresas norte-americanas — incluindo operadoras de cartões de crédito — e cidadãos de fazerem transações com o magistrado.
