Um dia após visitar o USS Abraham Lincoln em meio a preocupações com a baixa moral dos marinheiros, o chefe do Comando Central dos Estados Unidos, Almirante Brad Cooper, afirmou em nota neste domingo (16) que o porta-aviões “apresenta atualmente um dos menores índices de casos relacionados à saúde mental” entre os 11 porta-aviões ativos da Marinha.
“Isso não significa que tudo esteja perfeito”, declarou Cooper na nota. “Pergunte a qualquer um dos quase 4 milhões de veteranos da Marinha nos EUA hoje e eles provavelmente lhe dirão que o serviço no mar por longos períodos não é para qualquer um. É algo singularmente desafiador e duro, e cada um de nós, inclusive eu, reage aos fatores de estresse de maneiras diferentes.”
O comandante visitou o Lincoln durante uma viagem de 10 dias ao Oriente Médio, motivada pelas crescentes preocupações com a saúde mental dos membros da tripulação — incluindo ideação suicida — durante uma missão que já dura quase nove meses.
“Há muito tempo acredito que a saúde mental é outro aspecto da saúde individual e exige nossa atenção assim como a saúde física e espiritual”, disse Cooper.
Ele orientou os marinheiros e fuzileiros navais a bordo do navio a “manterem o excelente trabalho, desejando bons ventos e mares calmos na jornada de volta para casa“.
O porta-aviões chegou ao Oriente Médio em janeiro e, desde então, tem prestado apoio às operações militares dos EUA contra o Irã, incluindo o bloqueio a portos iranianos. O ritmo intenso de combate impediu a embarcação de fazer paradas em portos aliados, onde navios desdobrados costumam reabastecer suprimentos e permitir o descanso da tripulação.
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