O Ministério Público Eleitoral (MPE) desistiu do pedido de impugnação da candidatura de Ricardo Salles (Novo) ao Senado. A promotoria havia acionado o Tribunal Regional Eleitoral paulista (TRE-SP) porque o parlamentar deixou de apresentar documentos obrigatórios à Justiça, mas ele regularizou a situação.
Salles não havia juntado certidão de objeto e pé de todos os processos apontados na certidão fornecida pela Justiça Estadual de segundo grau, segundo a representação do MPE. O documento resume o assunto principal de um processo e a fase em que a ação se encontra, e é exigido por resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).







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Reprodução/Redes SociaisO deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP)
Vinícius Schmidt/MetrópolesJair Bolsonaro e Ricardo Salles
José Cruz/Agência BrasilDeputado federal Ricardo Salles
Bruno Spada / Câmara dos DeputadosNesta sexta-feira (14/8), a Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo notificou a Justiça informando que a situação cadastral de Salles está regularizada. A notificação foi feita um dia antes do prazo limite para registro de candidatura.
“Compulsando os novos documentos, verifica-se que a falha que motivou a impugnação foi integralmente sanada”, diz o documento.
Ao Metrópoles, Salles afirmou que o MPE “reconheceu o erro do cartório, já sanado”. “Seguimos firmes com o registro da candidatura”, comemorou.
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Documento que faltava se refere a processo por “motociata”
Em vídeo enviado anteriormente à reportagem, Salles indicou que o documento que causou problemas no registro de candidatura se refere uma ação na qual ele é por ter participado de uma motociata junto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em junho de 2021, violando as regras sanitárias do contexto da pandemia de covid. A promotoria paulista pede uma indenização por danos morais coletivos.
No vídeo, Salles também destacou que esteve presente na motociata em apoio ao então presidente Jair Bolsonaro. Ele aproveitou para “cutucar” o adversário na disputa ao Senado, André do Prado (PL).
“Nós fizemos aquela motociata junto com o presidente Bolsonaro. Aliás, eu não vi o André do Prado na motociata, pelo que eu me lembre. Acho que ele não era tão bolsonarista como ele quer fingir que é hoje em dia”, afirmou.
O parlamentar lembrou que todos os presentes foram processados. “[Isso] só mostra, inclusive, quem estava do lado do Bolsonaro lá na época da motociata das eleições em 2022”, finalizou.

