A pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14/8) trouxe más notícias para o presidente Lula. A principal delas foi a diminuição da vantagem do petista sobre Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno, que caiu de oito para três pontos no intervalo de um mês.
Para lideranças petistas e aliados de Lula, em reservado, essa queda se deve a uma sequência de episódios negativos envolvendo três personagens: o senador Jaques Wagner (PT-BA); Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; e Marco Aurélio Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente.




Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola
Reprodução/WebO empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
Danilo M. Yoshioka/ Especial MetrópolesSenador Jaques Wagner foi alvo de operação da PF
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoNa avaliação dos aliados de Lula, o fim do sigilo da investigação contra Wagner no Caso Master, aliado aos novos inquéritos contra Lulinha abertos pelo STF e a revelação de que Marcola recebeu repasses da lobista Roberta Luchsinger desgastaram Lula.
Todos esses episódios, lembram petistas, aconteceram nos últimos 30 dias. Em 15 de julho, a vantagem de Lula para Flávio atingiu seu ápice na Quaest, ao marcar oito pontos. Em 5 de agosto, já com as notícias negativas, essa diferença caiu para cinco pontos e agora para três.
Leia também
Expectativa com a campanha
Apesar da avaliação de que os episódios contribuíram para a redução da vantagem, aliados de Lula não veem o cenário atual como definitivo. A aposta é de que a diferença de Lula sobre Flávio vai voltar a aumentar com o início da campanha, no domingo (16/8).
Os petistas também apostam que novos fatos possam alterar novamente o quadro. Interlocutores de Lula torcem, por exemplo, para que venham a público, nos próximos dias, novos desdobramentos do Caso Master envolvendo o candidato do PL à Presidência.

