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TJ aceita soltura de sargento da PM que agredia vítimas com cassetete

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
TJ aceita soltura de sargento da PM que agredia vítimas com cassetete

A Justiça de Goiás determinou a soltura do sargento Hebert Póvoa, após o deferimento de um habeas corpus apresentado pela defesa do militar. O alvará de soltura foi expedido na segunda-feira (11/8). No entanto, na terça-feira (12/8), o desembargador Itaney Francisco Campos pediu vista do processo para o “reexame do caso concreto”. Dessa forma, a soltura do policial militar só ocorrerá após a conclusão da análise pelo magistrado e a publicação do acórdão.

Hebert Póvoa e a esposa, a advogada Tatiane Meireles, foram presos em novembro de 2025, no âmbito de uma investigação que apura crimes de agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão. Em março deste ano, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspendeu a inscrição profissional de Tatiane Meireles, que atualmente está regularizada como consta no site da OAB.

Um mês após a suspensão da inscrição da advogada, em abril de 2026, outros dois investigados ligados ao grupo foram presos pela Polícia Civil de Goiás. Segundo as investigações, a quadrilha torturava e agredia as vítimas com cassetetes e tacos de beisebol. Os nomes dos presos não foram divulgados.

A coluna Na Mira tenta localizar as defesas dos envolvidos citados. O espaço permanece aberto para manifestações.

Assista:

“Aqui no Goiás você vai aprender como funciona”

As imagens mostram como o casal agia na hora de cobrar as dívidas. De acordo com a Polícia Civil, Tatiane Meireles, além de oferecer suporte jurídico para “blindar” a quadrilha, teria participado diretamente das cobranças, agindo com violência.

Em uma gravação, uma das vítima que é agredida e torturada estava agachada no chão, resmungando de dor, chorando e sussurrando “Aí”. Um homem o agrediu diz: “Tira da casa dos outros. Aqui no Goiás você vai aprender como funciona”.

O agressor chutou a vítima e ordenou: “Levanta! Cola aqui até às 9 da noite.” A vítima respondeu: “Eu não sei onde está a lente do meu óculos. Não consigo enxergar.” O agressor retrucou: “Então vai morrer atropelado.” Quando a vítima finalmente localizou a lente, a advogada gritou: “Levanta! Levanta o braço, porra!” e partiu para o ataque.

Novas prisões

As investigações conduzidas pelo Grupo de Investigação de Homicídios apuraram que os dois presos nessa quarta-feira atuavam diretamente na arrecadação de valores provenientes das extorsões praticadas pela organização criminosa. Eles eram responsáveis pelo recolhimento dos montantes e pelo repasse imediato ao líder do grupo, que se apresentava como “Pablo”.

Foi apurado que a organização criminosa movimentava semanalmente valores estimados entre R$ 50 mil e R$ 90 mil, oriundos das cobranças ilícitas realizadas contra as vítimas.

Com a prisão desses dois últimos integrantes, a Operação Mão de Ferro totaliza nove pessoas presas, todas supostamente vinculadas à organização criminosa autodenominada “Firma”, além do bloqueio judicial de valores que somam milhões de reais nas contas dos investigados.


Entenda o caso:

  • O casal e outros quatro investigados foram presos em 28 de novembro de 2025por policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal.
  • No total, três deles são policiais militares de Luziânia. O grupo atuava como uma organização criminosa estruturada.
  • Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes recolheram diversas armas e cerca de R$ 10 mil em espécie.
  • Em março, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspendeu a inscrição da advogada Tatiane Meireles. A OAB-GO disse que se trata de uma suspensão preventiva pelo prazo de 90 dias.

Fotos do policial e da advogada:

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Segundo a denúncia, o policial e a esposa dele torturavam e agrediam vítimas
Herbert Póvoa é policial militar e foi preso em uma operação da PCGO nessa sexta-feira (28/11)
Tatiane e Hebert eram casados e publicavam a rotina nas redes sociais
O casal e outros quatro investigados foram presos nessa sexta-feira (28/11) por policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Luziânia
O casal e outros quatro investigados foram presos nessa sexta-feira (28/11) por policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Luziânia
Metrópoles
Policial Militar de Luziânia foi preso suspeito de liderar um esquema de extorsão
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Policial Militar de Luziânia foi preso suspeito de liderar um esquema de extorsão

Reprodução / Redes sociais
Segundo a denúncia, o policial e a esposa dele torturavam e agrediam vítimas
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Segundo a denúncia, o policial e a esposa dele torturavam e agrediam vítimas

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Herbert Póvoa é policial militar e foi preso em uma operação da PCGO nessa sexta-feira (28/11)
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Herbert Póvoa é policial militar e foi preso em uma operação da PCGO nessa sexta-feira (28/11)

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Tatiane e Hebert eram casados e publicavam a rotina nas redes sociais
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O casal e outros quatro investigados foram presos nessa sexta-feira (28/11) por policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Luziânia
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O casal e outros quatro investigados foram presos nessa sexta-feira (28/11) por policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Luziânia

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O casal e outros quatro investigados foram presos nessa sexta-feira (28/11) por policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Luziânia
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O casal e outros quatro investigados foram presos nessa sexta-feira (28/11) por policiais civis da 5ª Delegacia Regional de Luziânia

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Dinheiro abençoado

Em um vídeo obtido pelo Metrópoles, o casal aparece agradecendo e pedindo que o dinheiro, fruto das cobranças violentas, fosse “multiplicado”. Tatiane conduz a reza enquanto o sargento acompanha em silêncio com as mãos sobre o montante.

A advogada diz: “O Senhor nos faz grande e que todos tenham gratidão, e que o dinheiro retorne para nós. Um dinheiro abençoado… e que estamos abençoando essas pessoas. Pedimos a Deus que multiplique esse dinheiro. Pedimos ao Pai amado que nós possamos multiplicar esse dinheiro.”

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