A mostra Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo movimentou o Museu Nacional da República nessa quarta-feira (12/8). Ao longo do segundo dia de visitação, cerca de 2 mil pessoas passaram pelo espaço para conhecer a história da capital federal por meio de documentos históricos, fotografias, maquetes e produções artísticas que apresentam a memória e o patrimônio da cidade sob uma nova perspectiva.
Leia também
Parceria entre o Metrópoles Arte e o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), o projeto conta com curadoria de Marcus Lontra, Marília Panitz e Rafael Peixoto. A exposição fica em cartaz de agosto a outubro. A entrada é gratuita.

Saiba mais sobre a mostra
Sob a cúpula de um dos cartões-postais de Brasília, o público pode conferir marcos importantes da criação da capital federal a partir das obras e ideias de Lucio Costa, Oscar Niemeyer e Athos Bulcão, figuras centrais na concepção da cidade.
Organizado em três núcleos curatoriais — Área Monumental, Segmentos Radiais e Núcleo Documental —, o percurso apresenta diferentes aspectos da formação, da ocupação e da evolução da capital.

Durante o coquetel de abertura, celebrado na terça-feira (11/8), o superintendente do Arquivo Público do DF, Adalberto Scigliano, revelou à coluna Claudia Meireles que os visitantes encontrarão um acervo repleto de detalhes pouco explorados nas narrativas sobre a construção da Capital da Esperança.
“A cada vez que eu entrava no meu acervo, descobria uma coisa nova. Descobri obras do Niemeyer, como a Praça do Povo, que nunca foram construídas, só projetadas. Esboços reprovados da Catedral e de outros lugares. Eu pensava: ‘Meu Deus, não é possível que só eu saiba da história de Brasília. Eu preciso dividir isso com as pessoas’”, contou Adalberto ao explicar como surgiu a ideia de buscar uma parceria com o Metrópoles Arte para a concepção da mostra.

Detalhes dos núcleos curatoriais
Começando pela Área Monumental, o público pode acessar um acervo organizado em três setores. O primeiro destaca o Plano Piloto, com uma projeção tridimensional das linhas que organizam o conjunto urbano reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1987. As obras de Lucio Costa, Oscar Niemeyer e Athos Bulcão ganham destaque especial neste núcleo.

No eixo O Desenho na Paisagem, maquetes em grandes dimensões do Plano Piloto e das principais construções de Brasília integram o acervo produzido especialmente para a exposição.
Seguindo o percurso pensado pelos curadores, o público é convidado a revistar a história de Brasília por meio de uma linha do tempo com os acontecimentos que marcaram o curso de Brasília. O eixo Brasília nas Dobras do Tempo apresentam registros desde os primeiros projetos de interiorização da capital brasileira até a consolidação de Brasília como sede do governo federal e patrimônio cultural.

Organizado em oito eixos temáticos, o núcleo Segmentos Radiais reúne diferentes recortes da história da capital federal, abordando desde o período das obras até a consolidação da identidade brasiliense.
Já o Núcleo Documental coloca em destaque o acervo preservado pelo Arquivo Público do Distrito Federal. O espaço reúne fotografias, plantas, documentos e vídeos selecionados a partir de uma pesquisa sobre diferentes momentos da história de Brasília.
Viés educativo
Ao todo, a parceria do Metrópoles com o Arquivo Público do Distrito Federal apresenta mais 500 itens, entre obras, desenhos, projetos, fotografias e documentos históricos, afim de criar um diálogo e oferecer novos pontos de vista com base no acervo e nas produções modernas contemporâneas da cidade.
Além de receber os entusiastas da arte e história da capital, a iniciativa também amplia sua vocação cultural para garantir o viés educativo. De agosto a outubro, o Museu Nacional irá receber alunos da rede pública e privada para aprofundarem o conhecimento sobre a epopeia que foi o planejamento e a construção da cidade que residem.

Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.

