William Nascimento Boaventura, o Bel, foi um dos presos nessa quarta-feira (12/8) na Praia Grande, litoral sul de São Paulo, no âmbito da Operação Patrocínio Fiel, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Além de Bel, outras duas pessoas foram presas, uma morreu em confronto com policiais do 3° Batalhão de Choque, da Polícia Militar do estado de São Paulo (PM), e outros três homens investigados são considerados foragidos da Justiça.
A operação deflagrada focou em prender sete lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) ligadas a um sequestro, tortura e ameaça a um advogado da Baixada Santista. A Justiça decretou a prisão de todos os investigados, além do cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão em endereços no Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, na Baixada Santista, além de Florianópolis, em Santa Catarina.
Fontes ligadas ao caso, sob condição de anonimato, afirmam que Bel, como era conhecido William Nascimento, é um dos principais narcotraficantes internacionais da Baixada Santista. Hoje ele configura como o número 1º, segundo autoridades ouvidas pela reportagem.
Bel foi preso em um apartamento no bairro Canto do Forte, um dos bairros mais valorizados da Praia Grande. Ele estava acompanhado da esposa – ela não é considerada investigada no âmbito da Operação Patrocínio Fiel. A prisão é temporária de 30 dias.
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Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do MPSP, apuraram que Bel e outros seis investigados atraíram um advogado sob pretexto de consulta a um processo. No local, contudo, a vítima foi sequestrada e levada à uma comunidade localizada na Vila Esperança, em Cubatão, onde foi torturado e ameaçado a retirar uma ação trabalhista movida pelo advogado contra uma marina no litoral sul da capital paulista. O Porto pertence a pessoas ligadas ao PCC.
As investigação afirmam que a vítima foi brutalmente agredida. O “tribunal do crime” reuniu dezenas de pessoas ligadas à principal facção criminosa do país. A reportagem não localizou o nome do advogado, tampouco confirmou se a suposta ação trabalhista foi retirada.
Armas e ostentação
José Armerindo Santos de Carvalho, o Pio ou Boqueta, foi morto após confronto com policiais do 3° Batalhão de Choque em São Vicente. Ele é um dos alvos da Operação Patrocínio Fiel, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e grupos da tropa de elite da PM paulista. O confronto a tiros ao qual terminou com a morte do suspeito foi na Rua Dona Olga Marques, na Vila Mateo Bei. O homem baleado foi socorrido ao hospital, mas morreu devido aos ferimentos.






Pio é o homem de boné vermelho
Cedido ao MetrópolesArmas usadas
Cedido ao MetrópolesMensagem enviada
Cedido ao MetrópolesMensagem de Pio
Cedido ao MetrópolesPoliciais de grupos da tropa de elite da PM paulista cumprem mandados na Baixada Santista.
Polícia Militar/Reprodução.Fotos atribuídas ao suspeito morto mostram que ele ostentava armas nas redes sociais. Em uma publicação, Boqueta empunha uma pistola e coloca a frase: “Favela está tranquila”. Policiais também encontraram outra imagem de um recado do PCC.
A mensagem é datada do dia 13 de junho deste ano (veja na galeria acima): “Deixamos todos cientes: que tem chegado de forma recorrente ao conhecimento da sintonia que integrantes vêm se utilizando do nome do comando de maneira indevida e coercitiva para coagir, intimidar e extorquir servidores e demais cidadãos dos setores públicos. O comando repudia de forma veemente categórica tais condutas, ressaltamos que nenhum integrante desta organização está autorizado a praticar tais atos contra setores públicos (políticos)”.
“Esclarecemos que não estamos impedindo a liberdade de ação particular de quem quer que seja neste corre. contudo, é terminantemente proibido o uso do nome, da imagem ou da força do comando para obtenção de vantagens pessoais. Informamos, por fim, que todo e qualquer integrante que venha a ser identificado cometendo tais coações e extorsões será imediatamente submetido a avaliação da sintonia. Contamos com a compreensão e a colaboração de todos para a preservação do nome do comando”, finaliza o texto.

