O PSol apresentou à Justiça Eleitoral uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) para pedir a inelegibilidade e a cassação da candidatura de Eduardo Cunha (Republicanos) a deputado federal por Minas Gerais.
A ação foi protocolada nesta quarta-feira (12/8) por Glauber Braga (RJ), Sâmia Bomfim (SP) e Maria da Consolação Rocha, candidata do PSol à Câmara por Minas Gerais.




Deputado Glauber Braga
Michel Melo / MetrópolesDeputada Sâmia Bomfim
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografoMaria da Consolação Rocha, candidata do PSol à Câmara por Minas Gerais
ReproduçãoOs autores afirmam que o ex-presidente da Câmara cometeu abuso de poder econômico, abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação ao supostamente direcionar emendas parlamentares para fortalecer sua pré-campanha no estado.
Segundo os parlamentares, a ação tem como base elementos reunidos pela Polícia Federal e uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino que apontam indícios de que Cunha, mesmo sem mandato desde 2016, teria atuado no direcionamento de emendas para municípios mineiros “especialmente em prol de sua campanha a deputado federal”.
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Entre os elementos apresentados estão mensagens atribuídas a Cunha durante negociações sobre emendas. Em uma delas, ele escreve: “Cidade pequena é uma guerra”. Em outra, ao tratar da substituição de municípios beneficiados, afirma: “Boa tarde, desculpa, mas eu não aguento mais esses mineiros enrolados. Troca a de Governador Valadares por essa”. Os autores sustentam que as conversas mostram alterações nas destinações de emenda.
Segundo a petição, a Polícia Federal identificou 29 repasses a municípios mineiros, que somam R$ 6,15 milhões. A ação também reproduz trecho da investigação segundo o qual “é evidente a tentativa de cooptar apoio político local para a eleição que se aproxima”, ao citar o envio de recursos para cidades mineiras.
O PSol também pede que a Justiça Eleitoral investigue a expansão da rede Maravilha FM, ligada a Eduardo Cunha, apontado na ação como idealizador e gestor da emissora. O ex-deputado apresenta semanalmente o programa gospel Mesa Redonda Maravilha.
A petição pede ainda investigação sobre despesas de pré-campanha, como deslocamentos de helicóptero e patrocínio esportivo. Os autores afirmam que a investigação deve verificar se essas estruturas foram utilizadas para beneficiar a candidatura.
A petição pede ainda investigação sobre despesas de pré-campanha, como deslocamentos de helicóptero e patrocínio esportivo. Segundo os autores, a apuração deve verificar se essas estruturas foram utilizadas para beneficiar a candidatura.
Procurado pela coluna, Cunha afirmou que “não há qualquer preocupação com as impugnações efetuadas. Não têm qualquer base jurídica e serão facilmente contestadas. Isso é fruto de ativismo político e já era esperado por nós, visto que, por óbvio, meus adversários, que não são poucos, têm medo do meu retorno, que será inevitável, mesmo contra a vontade deles”.

