A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), disse que ajustes técnicos no acordo podem destravar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões solicitado pelo GDF ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para capitalizar o Banco de Brasília (BRB).
Após mais uma audiência de conciliação realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (13/8), Celina afirmou à imprensa que os bancos privados que dariam o aval ao negócio têm receio de dificuldade para acessar a contragarantia oferecida pelo Governo do Distrito Federal (GDF), que são as quotas dos fundos de participação dos estados (FPE) e dos municípios (FPM).
“Isso é muito técnico. Os bancos acham que, em caso de inadimplência, o os bancos públicos têm uma rapidez maior de buscar isso [a contragarantia]. Mas são ajustes que a gente pode fazer também”, declarou.
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A governadora observou que o ministro Luiz Fux, que mediou a audiência, “também se coloca à disposição, porque pode ser que o acordo precisa de subir mais alguns artigos para dar uma tranquilidade para os bancos [privados], porque eles têm algum questionamento sobre, em caso de não pagamento, os bancos públicos serem prestigiados e eles não”.
Celina disse que as partes caminham para um desfecho, já que tanto o GDF quanto a União concordaram em continuar negociando. A governadora enfatizou que “milhares de pessoas podem ser impactadas” em caso de maior dificuldade do BRB.





Audiência de conciliação sobre empréstimo do BRB no STF
Gustavo Moreno/STFAudiência de conciliação sobre empréstimo do BRB no STF
Gustavo Moreno/STFAudiência de conciliação sobre empréstimo do BRB no STF
Gustavo Moreno/STFAudiência de conciliação sobre empréstimo do BRB no STF
Gustavo Moreno/STFTensão
O clima de tensão tomou de conta da reunião no STF, nesta quinta-feira (13/8). No meio das explicações na audiência de conciliação, o ministro Luiz Fux precisou intervir durante fala do presidente do Banco de Brasília, Nelson Antônio de Souza. O encontro terminou sem definição.
O gestor tentou rebater informações do FGC com tom mais ríspido e Fux fez um alerta. “Nós estamos aqui para trazer mensagens positivas. Então, vamos evitar qualquer tipo de confronto, porque isto é uma audiência de mediação“, afirmou Fux.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rebateu acusação do GDF de que houve inércia para cumprir o acordo homologado no STF. Durigan disse que o BRB enfrenta um grave problema “de origem criminosa”, gerado pelo GDF com o BRB e que “tem de ser tratado pelos responsáveis”.
Durigan também refutou informação do Governo do Distrito Federal de que houve melhora das contas públicas locais e alcançou índice A na capacidade de pagamento (Capag). Segundo o ministro da Fazenda, a Capag “piorou”.

