Uma investigação sobre a atuação de garotas de programa que aplicavam golpes em homens logo após sessões de sexo rápido culminou, na tarde desta quarta-feira (12/8), em uma ofensiva da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Por meio da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão no DF e em São Paulo contra um grupo suspeito de envolvimento reiterado em crimes de furto mediante fraude e associação criminosa.
As apurações indicam que os investigados teriam adotado, entre 2023 e 2026, um padrão semelhante de atuação para obter acesso a celulares ou meios de pagamento de vítimas e realizar transferências bancárias não autorizadas. A investigação teve origem em uma ocorrência registrada em fevereiro deste ano, quando valores foram subtraídos após a manipulação do aparelho celular e do aplicativo bancário de uma vítima. As buscas ocorrem em Samambaia, Santa Maria, Vicente Pires, Barueri (SP) e São Paulo (SP).
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Na ocasião, em 21 de fevereiro, a vítima combinou um encontro sexual na região da quadra 703 Norte. Durante a negociação do pagamento, o celular foi entregue a uma das pessoas envolvidas sob o pretexto de realizar uma transferência via Pix.
Golpe após o sexo
Após uma primeira operação de pequeno valor, o celular foi novamente solicitado para a realização do pagamento restante, permanecendo temporariamente sob o controle da investigada. Ao recuperar o aparelho, o homem verificou que haviam sido realizadas diversas transferências bancárias sem sua autorização, totalizando R$ 8 mil.
Do montante subtraído, R$ 5 mil foram destinados a uma conta empresarial vinculada a um dos investigados, enquanto outros R$ 3 mil foram transferidos para a conta empresarial de outro envolvido, sendo parte do dinheiro posteriormente fracionada e repassada a terceiros.
O trabalho investigativo identificou semelhanças entre o episódio e ocorrências anteriores registradas desde março de 2023 no Distrito Federal. O grupo utilizava locais conhecidos pela oferta de serviços sexuais para a abordagem e agia com a participação de duas ou mais pessoas.
O modus operandi envolvia o ingresso no veículo da vítima e a criação de situações relacionadas ao pagamento, como supostos problemas com máquinas de cartão ou ausência de chave Pix. Nesse contexto, uma das envolvidas obtinha acesso ao celular ou cartão bancário enquanto as outras atuavam na distração, apoio e fuga, fazendo com que as vítimas só percebessem a fraude ao consultar seus aplicativos bancários após a saída das suspeitas.

