Há 14 anos, o filme Colegas consagrou-se ícone do cinema nacional e trouxe, com bom humor e irreverência, a inclusão de atores com síndrome de Down. Nesta quinta-feira (13/8), o longa retorna às telas na continuação Colegas e o Herdeiro, que mantém a representatividade no DNA e amplia o leque para dar visibilidade a outras deficiências intelectuais.
Na trama, um grupo de colegas foge de um instituto em uma ousada viagem clandestina para reencontrar o amigo Stallone (Ariel Goldenberg), que vive no Uruguai em meio a uma disputa pela herança de um hotel. A bordo de um avião de carga rumo a Punta del Este, o que deveria ser apenas uma visita transforma-se em uma perigosa aventura quando eles cruzam o caminho de contrabandistas de pedras preciosas.
Para o elenco e o diretor da produção, que venceu o Kikito de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cinema de Gramado, Colegas e o Herdeiro não tenta repetir o sucesso do primeiro filme. Agora, a sequência traz a própria fórmula e mantêm a luta pela visibilidade como ponto-central da trama.







Há 14 anos, o filme Colegas consagrou-se ícone do cinema nacional e trouxe, com bom humor e irreverência, a inclusão de atores com síndrome de Down.
DivulgaçãoNesta quinta-feira (13/8), o longa retorna às telas na continuação Colegas e o Herdeiro, que mantém a representatividade em seu DNA e amplia para outras deficiências intelectuais, como autismo.
DivulgaçãoEm Colegas e o Herdeiro, um grupo de colegas foge de um instituto em uma ousada viagem clandestina para reencontrar o amigo Stallone (Ariel Goldenberg), que vive no Uruguai em meio a uma disputa pela herança de um hotel.
DivulgaçãoA bordo de um avião de carga rumo a Punta del Este, o que deveria ser apenas uma visita transforma-se em uma perigosa aventura quando cruzam o caminho de contrabandistas de pedras preciosas.
DivulgaçãoPara o elenco estrelado e o diretor da produção, Marcelo Galvão, Colegas e o Herdeiro não tenta repetir o sucesso do primeiro filme, mas traz a sua própria fórmula e mantém o que tem de mais importante.
DivulgaçãoO elenco conta com Ariel Goldenberg como Stalone, Breno Viola como Márcio, Gabriel Lazzari como Igor, Henrique Fernandes como Magrelo, João Vitor de Paiva como Duda, Luiza Godoi como Letícia, Rafaela Fontanetti como Fernanda e Rita Pokk como Aninha.
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“Depois de 14 anos, a gente conseguiu trazer algo além dos Colegas, trouxemos autistas, [atores com] síndrome de Williams. São mais de 70 jovens com deficiência intelectual, e é mais inclusivo ainda do que o Colegas foi. O grande lance não é falar sobre deficiência. A gente assiste ao filme e, em cinco minutos, esquece que eles têm deficiência e embarca com eles. Isso os dois têm em comum”, esclarece o diretor, Marcelo Galvão.
O elenco conta com Ariel Goldenberg como Stalone, Breno Viola como Márcio, Gabriel Lazzari como Igor, Henrique Fernandes como Magrelo, João Vitor de Paiva como Duda, Luiza Godoi como Letícia, Rafaela Fontanetti como Fernanda e Rita Pokk como Aninha. A produção ainda presta homenagem à atriz Amélia Bittencourt, que morreu em fevereiro de 2025, e a Marçal Souza, produtor-executivo deficiente visual que faleceu pouco antes do início das filmagens.
Os atores afirmam que, durante as gravações, encontraram amigos com quem podem contar. “Entrar na equipe, somar o primeiro, é como se fosse uma família grande. Eu vi o primeiro filme, trouxe uma emoção muito gostosa. A diferença que a gente mostra no dois é paixão, é amor, é emoção, mais aventura. Eu me sinto da família!”, contou Rafaela.
Luiza completa: “Foi uma alegria imensa poder participar dessa continuação e ter entrado nessa família, a nova geração dos Colegas”. “Eu não tinha contato com pessoas com síndrome de Down. Quando eu vi eles [o resto do elenco], eu falei: estou no lugar certo. O Marcelo abriu portas para mim e vai abrir portas para outras pessoas com deficiência. Para mim é um grande sonho“, completou João Vitor, emocionado.
Vai ter Colegas 3?
Marcelo Galvão ainda diz que Colegas faz um importante papel de conscientizar as pessoas sobre portadores de neurodivergência. “Quando a gente fala de preconceito, tem a ver com a falta de exposição, de você não conhecer essas pessoas. Você cria uma imagem de algo que não é real”, desabafa.
E é com a sede de expor esses atores que Galvão revela o desejo de dar continuidade à saga dos Colegas. “Eu adoraria, quero muito fazer um terceiro filme. Depende do público.”


