Os juízes brasileiros ganharam, em média, pouco mais de R$ 1 milhão (R$ 1.065.932) por ano em 2025. O valor equivale a pouco mais de R$ 81,9 mil por mês — quase o dobro do teto constitucional do funcionalismo, hoje em R$ 46,3 mil.
E mais: se considerados só os magistrados que receberam os 12 meses de contracheques do ano de 2025, nada menos que nove em cada dez (91,6%) receberam acima do teto.
As informações são de um levantamento do auditor da Controladoria-Geral da União (CGU), Sérgio Guedes-Reis, com base em microdados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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O estudo também mostra que os vencimentos acima do teto são generalizados no Judiciário brasileiro. Só dois dos órgãos analisados tinham pagamentos médios mensais abaixo do teto para seus integrantes: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Conselho da Justiça Federal (CJF).
Em algumas cortes, como o Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais (TJMMG), todos os magistrados receberam mais de R$ 630 mil por ano — ou seja, acima do teto.
O Brasil tem hoje 23,9 mil juízes e pensionistas de magistrados, segundo os dados do Conselho Nacional de Justiça.
Os dados de Sérgio Guedes-Reis foram publicados inicialmente no estudo “Comparação Remuneratória Internacional, Cenários de Redesenho Salarial e Impacto Orçamentário”, realizado pela ONG República.org e publicado em março deste ano.
Na semana passada, as informações figuraram com destaque na Carta do Ibre de agosto deste ano, publicada na semana passada.

