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Ata do Copom volta a citar política fiscal como fator de risco

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Ata do Copom volta a citar política fiscal como fator de risco

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) divulgou, nesta terça-feira (11/8), a ata referente à reunião de agosto. No último encontro, o colegiado reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, o que levou o índice para 14% ao ano.

O comunicado oficial da última reunião reforça cautela diante do cenário econômico e sinaliza que o colegiado de diretores da autoridade monetária foca em desdobramentos do cenário, sobretudo em relação à guerra no Oriente Médio, para definição futura de juros no Brasil.

Na ata divulgada nesta terça, o Copom voltou a citar a política fiscal do governo Lula como fator de risco para a inflação.

“O Comitê mantém a firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas. Em particular, o debate do Comitê reforça, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas”, diz o texto.

O colegiado também cita a crise no Oriente Médio como o principal fator de risco externo. “A incerteza com relação ao cenário externo segue em níveis elevados. Além das indefinições em relação aos desdobramentos das tensões geopolíticas, colaborou para esse cenário a permanência de incertezas com relação à política econômica dos Estados Unidos”, avaliou.


Entenda a situação dos juros no Brasil

  • A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação.
  • Os integrantes do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic, uma vez que a missão do BC é controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país.
  • Ao aumentar os juros, a consequência esperada é a redução do consumo e dos investimentos no país.
  • Dessa forma, o crédito fica mais caro e a atividade econômica tende a desaquecer, provocando queda de preços para consumidores e produtores.
  • Projeções mais recentes mostram que o mercado desacredita em um cenário em que a taxa de juros volte a ficar abaixo de dois dígitos durante o governo Lula e o mandato do presidente Gabriel Galípolo à frente do BC.

Expectativas do mercado para a Selic

Analistas do mercado financeiro, consultados semanalmente no relatório Focus, estimam que a taxa básica de juros, a Selic, feche 2026 em 13,75% ao ano. Ou seja, não há expectativa de novos aumentos na taxa, mas o mercado acredita em novos cortes, na proporção de 0,25 pontos percentuais.

As estimativas para os próximos anos são as seguintes, confira abaixo:

  • Para 2027, a previsão da taxa de juros é de 12% ao ano;
  • Para 2028, a estimativa continua em 10,50% ao ano;
  • Para 2029, a estimativa é de 10% ao ano.

Próximas reuniões do Copom:

  • 15 e 16 de setembro;
  • 3 e 4 de novembro;
  • 8 e 9 de dezembro.
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