A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) confirmou, nesta sexta-feira (7/8), o 23º caso de sarampo no estado. Em meio ao aumento de casos registrado nos últimos dias, postos de saúde paulistas apresentam indisponibilidade de vacinas.
No dia 3 de agosto, a secretaria havia registrado 16 pacientes, sendo 13 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos, na região metropolitana. Os sete novos casos foram identificados na capital paulista.
Do total confirmado no estado, dois são importados e os demais estão relacionados à importação, embora ainda não tenha sido identificada a fonte de infecção. Até o momento, 16 pacientes não possuíam histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto.
Falta de vacinas
Após reforçar a campanha de vacinação contra o sarampo diante do aumento de casos da doença, a Prefeitura de São Paulo registra falta do imunizante em parte da rede pública de saúde. No final da tarde de quinta-feira (6/8), 39 unidades básicas de saúde (UBS) apareciam sem doses disponíveis, de acordo com a plataforma De Olho na Fila.
Leia também
A secretaria afirmou que todas as cidades estão abastecidas. “A responsabilidade pelas estratégias e ações específicas para o armazenamento e o remanejamento das doses entre as unidades de saúde é dos próprios municípios”, disse a SES.
Segundo a pasta, 150 mil novas doses da vacina tríplice viral foram enviadas para a capital paulista na quinta. Outras 80 mil foram enviadas para São Bernardo do Campo.
Campanha de vacinação
- A campanha do governo de São Paulo oferece a vacina contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
- Nas demais cidades, a vacinação é oferecida a crianças e adolescentes menores de 15 anos, buscando atualizar a Caderneta de Vacinação.
- A vacina tríplice viral protege contra o sarampo, caxumba e rubéola.
- Para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, a aplicação é considerada “dose zero” e não substitui as doses previstas aos 12 e 15 meses.
- A cobertura vacinal no estado de São Paulo, segundo a Secretaria de Saúde, é de 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda.
- A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95% para cada uma das doses.

