A Polícia Federal (PF) vai intimar Marco Aurélio Santana Ribeiro (foto em destaque), conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para prestar depoimento nas duas investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Os inquéritos envolvem a lobista Roberta Luchsinger e o filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A investigação contra Marcola começou após a PF encontrar referências a ele em mensagens trocadas por Roberta Luchsinger durante a análise do material apreendido. Segundo a apuração, a lobista fez repasses financeiros ao ex-assessor de Lula e chegou a pagar despesas pessoais dele.
Conforme revelado pela coluna Andreza Matais, o valor repassado por Roberta a Marcola chega a R$ 249 mil. Parte dos pagamentos teria sido feita por meio de códigos de barras enviados pelo ex-chefe de gabinete para que a lobista quitasse contas pessoais em seu nome, uma forma que, segundo investigadores, dificultaria o rastreamento dos valores.
A PF também apura se houve entrega de dinheiro em espécie.
Os pagamentos teriam ocorrido ao longo de 2025, quando Marcola ainda trabalhava na antessala do presidente Lula, no Palácio do Planalto. Ele era responsável pela organização da agenda presidencial e mantinha contato com ministros e outras autoridades.
A relação entre Marcola e Roberta Luchsinger levou a corporação a solicitar a abertura de um terceiro inquérito no STF envolvendo Lulinha.
Investigação sobre Lulinha
No pedido encaminhado ao Supremo, a PF aponta suspeitas de que Fábio Luís Lula da Silva teria praticado tráfico de influência para beneficiar empresas parceiras. Segundo os investigadores, ele teria usado o nome do presidente Lula para facilitar negócios e investimentos relacionados à empresa 3Structure IT, do setor de tecnologia.
A companhia possui contratos que somam R$ 55,7 milhões com o governo federal, de acordo com a investigação.
A PF investiga se houve influência indevida e eventual uso da proximidade com o presidente da República para favorecer interesses privados.

