O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), caiu 0,86% em julho. A expectativa do mercado, contudo, era de uma redução entre 0,92% e 0,93%.
Com este resultado, o índice acumula alta de 2,12% no ano e de 2,77% em 12 meses. Em julho de 2025, o IGP-DI havia caído 0,07% e acumulava alta de 2,91% em 12 meses.
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O IGP-DI mede a inflação de toda a cadeia produtiva, desde matérias-primas até produtos finais. Ele é uma média ponderada de três indicadores: o IPA (com dados do atacado), com peso de 60% no resultado final; o IPC (consumidor), com 30%; e o INCC (construção civil), com 10%.
Em julho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,31%, queda menos intensa na comparação com o mês anterior, que foi de 1,36%.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou baixa de 0,08%, apresentando desaceleração em relação ao mês anterior, quando subiu 0,36%. Nesse caso, o resultado foi liderado pelos grupos de “Alimentação e Transportes”, que registraram deflação de 0,87% e 0,29%, respectivamente.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) anotou alta de 0,61% em julho, inferior, porém, à taxa de 0,78% de junho.
“O impacto de quedas acentuadas na indústria extrativa refletiu no IPA ainda negativo em julho. Parte do recuo pode ser atribuído ao minério de ferro e bovinos, com taxas de -3,7% e -3,6%, respectivamente. Ainda pelo lado das quedas, no IPC, os grupos Alimentação e Transportes lideraram as variações negativas.”, diz Matheus Dias, economista do FGV Ibre.

