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Falso advogado: criminosos usam decisões judiciais para aplicar golpes

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Falso advogado: criminosos usam decisões judiciais para aplicar golpes

Policiais civis da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires) deflagraram, nesta sexta-feira (7/8), a Operação Kitsune, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na aplicação do chamado golpe do falso advogado. Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão, sendo três temporárias e uma preventiva.

Veja vídeo da operação policial:

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a operação foi realizada em duas etapas: a primeira ocorreu na quinta-feira (5/8), e a segunda, nesta sexta-feira (7/8). A ação contou com o apoio da Polícia Civil de São Paulo (PCSP) para o cumprimento das ordens judiciais.

Na capital paulista, os policiais cumpriram seis mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão. Além de São Paulo (SP), a operação também teve desdobramentos nos municípios de Cubatão (SP), São Vicente (SP), Parnaíba (PI) e Santana do Maranhão (MA).

Como o grupo agia

As investigações apontaram que os criminosos obtinham informações públicas sobre processos judiciais disponíveis nos sistemas eletrônicos dos tribunais, identificando dados das partes envolvidas e dos advogados responsáveis pelas ações.

Com essas informações, integrantes da organização criminosa entravam em contato com as vítimas por meio de aplicativos de mensagens, principalmente o WhatsApp, passando-se por advogados responsáveis pelos processos ou por funcionários de escritórios de advocacia.

Durante as abordagens, os suspeitos informavam falsamente que a vítima havia obtido decisão favorável na ação judicial e que valores estariam disponíveis para liberação. Em seguida, alegavam a necessidade de pagamentos antecipados referentes a custas processuais, tributos, honorários complementares ou outras taxas fictícias para liberar o suposto crédito.

Sem saber que estavam sendo alvo de fraudes, diversas vítimas realizavam transferências via Pix para contas bancárias controladas pela organização criminosa. Após o recebimento dos valores, os golpistas interrompiam o contato e pulverizavam o dinheiro entre diferentes contas bancárias, dificultando o rastreamento dos recursos.

Alerta

A PCDF orienta que cidadãos que receberem mensagens sobre supostos valores judiciais a receber confirmem a informação diretamente com o advogado ou com o escritório responsável pelo processo. A corporação reforça que nunca devem ser realizados pagamentos antecipados solicitados por aplicativos de mensagens ou por terceiros sem a devida verificação da autenticidade da cobrança.

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