O skin flooding está bombando e está entre as tendências de beleza mais buscadas no TikTok, mas especialistas alertam para os possíveis riscos. A técnica consiste em aplicar diversas camadas de produtos hidratantes sobre a pele úmida e promete uma pele mais luminosa, viçosa e hidratada.
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A dermatologista Letycia Lopes, especialista em dermatologia estética e medicina regenerativa, da Clínica Veona, explica que a técnica pode trazer benefícios quando corretamente indicada, mas que o seu sucesso depende mais da necessidade real de cada pele do que da quantidade de produtos.
“Aplicar ativos hidratantes sobre a pele levemente úmida pode favorecer a retenção de água e auxiliar na recuperação da barreira cutânea. O problema é quando a técnica passa a ser vista como uma receita universal, sem qualquer individualização. Nem toda pele precisa de várias camadas de produtos para estar saudável“, explica a médica.





Skincare
Alto Astral/ReproduçãoA limpeza da pele é essencial para remover impurezas, excesso de oleosidade e maquiagem
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Getty Images/Halfpoint ImagesDiversos princípios ativos podem ser usados no skincare
Aleksandra Shamomina/EyeEm/Getty ImagesLetycia alerta que o excesso de camadas pode acabar prejudicando a pele. Pessoas com peles oleosas ou acneicas pode apresentar efeitos contrários ao desejado, como o aumento da acne, irritações e danos à barreira cutânea.
“O excesso pode favorecer a obstrução dos poros, aumentar a oleosidade, provocar irritações e até desencadear crises de acne. O skincare precisa ser construído de acordo com as necessidades individuais, e não com o que está viralizando nas redes sociais”, acrescenta.
A médica comenta ainda a preocupação com os protocolos que viralizam nas redes e são reproduzidos sem orientação profissional. “O skin flooding é um exemplo desse movimento. Embora tenha fundamentos ligados à hidratação da pele, sua popularização fez com que muitas pessoas passassem a reproduzir rotinas extensas sem considerar fatores como idade, tipo de pele, sensibilidade ou condições dermatológicas pré-existentes”, ressalta.
Letycia acredita que as redes sociais podem ser aliadas da saúde da pele e da beleza, pois tem um papel importante ao estimular o autocuidado, mas alerta que é necessário cuidado, principalmente com informações incompletas ou sem fundamento.

