Para a maioria da pessoas, perder a atração sexual pelo parceiro pode significar quase uma “sentença de morte” para a relação. A ciência, porém, contraria isso: segundo um artigo publicado na Psychology Today, uma vida sexual satisfatória não está associada, necessariamente, a uma vontade intensa de transar com o par a todo momento.
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Para Sheila Robinson-Kiss, autora do estudo, a estabilidade do desejo sexual, na verdade, pode indicar que a relação alcançou níveis importantes de maturidade.
Esse fenômeno, de acordo com ela, tem um nome: desejo responsivo. Aqui, ao contrário do desejo espontâneo — aquele que é repentino e impossível de ignorar—, as coisas se desenvolvem de forma mais lenta. Quando o assunto é sexo, por exemplo, a iniciativa precisa ocorrer por meio do toque, da proximidade física e de um compartilhamento emocional.






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Os problemas, portanto, acabam surgindo quando os pares não entendem que precisam alimentar esse interesse um no outro.
Por último, Sheila lembrou a importância de não romantizar as dinâmicas de solteiros, das comédias românticas e até dos relacionamentos mais tradicionais. Para manter uma vida sexual satisfatória — e isso nada tem a ver com frequência —, o importante é entender que, a longo prazo, o que funciona é a reconstrução diária do amor e do tesão.

