A apresentadora Xuxa Meneghel, alvo de uma série de polêmicas nos últimos dias, abriu o coração e falou sobre sua relação de respeito com a comunidade LGBTQIAPN+. A famosa, que tem se apresentado com sua última turnê, disse também que já pensou em deixar o Brasil: “Vejo muita gente saindo dos esgotos”, sacramentou.
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Desabafo
Xuxa disse que sua relação de carinho com a comunidade LGBTQIAPN+ não foi algo pensado e que surgiu naturalmente. “O negócio é olhar, aceitar, ter empatia, amor, carinho, ter acolhimento por todas as diferenças… Todos que sofrem uma pressão absurda por não seguir um padrão seja de beleza, de comportamento, de gênero”, disse a famosa em entrevista à Veja.
“E quando eles me aceitam como eu sou, e eu também aceito eles (…) a gente se achou. Eu não preciso ser uma das letras pra dizer que sou contra a homofobia. A gente deveria se aceitar mais, seria tão mais fácil. Muita gente se segura na Bíblia, dizendo que está nas escrituras… Tá nada, gente. Deus é amor”, completou.
Ainda na entrevista, Xuxa revelou que já pensou em abandonar o Brasil por conta de comentários e movimentos contra as mulheres e a própria comunidade LGBTQIAPN+. “Teve alguns momentos da minha vida que eu pensei nisso daí, sabe? De sair desse país que eu amo muito, já pensei em morar fora”, contou.







Xuxa Meneghel
Instagram/reproduçãoXuxa Meneghel
Reprodução/Redes sociaisXuxa Meneghel e Mara Maravilha.
Reprodução/redes sociais.Mara Maravilha e Xuxa
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@xuxameneghel/Instagram/Reprodução“Bandeiras ridículas”
Ela detalhou o sentimento: “Porque eu vejo muita gente saindo dos esgotos, saindo dos buracos, saindo dos armários sujos, imundos… levantando umas bandeiras ridículas dizendo que mulher não pode falar, não pode votar, mulher não pode ser feliz, que LGBTQ+ é coisa do capeta, que a Xuxa tem pacto”, disse.
“Tem uns dias que eu falo: ‘Nave, desce aí e me leva embora mesmo, porque eu acho que eu não sou desse planeta não.’ Porque essas palavras, sei lá, não deviam nunca existir e essas pessoas existem, né? Essas palavras existem, então me dá uma vontade às vezes de sumir”, desabafou.
Ela seguiu, dizendo que não deixou o Brasil após pensar melhor na situação: “Mas depois eu fico pensando: ‘Sabe de uma coisa? São essas pessoas que têm que sumir.’ E não é nem pra minha nave, porque a minha nave leva pra cima, devia ir pra baixo mesmo, sabe? Apertar uma descarga e ir embora. São pessoas podres e nojentas. Não sou eu que tenho que fugir, me esconder. São elas que deviam ter vergonha dos pensamentos delas.”

