O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (5/8), uma nova ofensiva contra o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), uma das principais organizações criminosas do México.
O Departamento de Estado ofereceu até US$ 102 milhões por informações que levem à prisão e/ou condenação de oito integrantes e associados do grupo, além de impor restrições de visto a 65 pessoas ligadas a membros sancionados do cartel.
A iniciativa reúne novas acusações criminais, aumento de recompensas já existentes e medidas migratórias contra familiares e pessoas próximas aos integrantes da organização. Segundo Washington, o objetivo é enfraquecer a estrutura de comando do CJNG após a morte de seu fundador e antigo líder, Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”.




Juan Carlos Valencia González, conhecido como El 03 e Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho
Arte Metrópoles/ Gabriel LucasEl Mencho
Arte Metrópoles/Carla SenaNovo líder é principal alvo
- Entre os principais nomes da ofensiva está o enteado de El Mencho, Juan Carlos Valencia González, conhecido como “El 03” e apontado como o novo líder do CJNG.
- O Departamento de Estado elevou para US$ 25 milhões a recompensa por informações que levem à sua captura e condenação — um aumento de US$ 5 milhões em relação ao valor anterior.
- Nascido na Califórnia, Valencia González tem cidadania americana e nacionalidade mexicana.
- De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, ele é filho de Rosalinda González Valencia, conhecida como “La Jefa”, esposa de El Mencho, e de Armando Valencia Cornelio, fundador do extinto Cartel do Milênio.
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A maior delas, de US$ 15 milhões, é destinada a Audias Flores Silva, conhecido como “Jardinero”. Também foram estabelecidas recompensas de até US$ 15 milhões para Gonzalo Mendoza Gaytán, conhecido como “El Sapo”, e para Julio Alberto Castillo Rodríguez, chamado de “El Chorro” e apontado como genro de El Mencho.
Outros três integrantes — Ricardo Ruiz Velasco, conhecido como “La Tripa”; Julio César Montero Pinzón, o “El Tarjetas”; e Carlos Andrés Rivera Varela, conhecido como “La Firma” — são alvo de recompensas de até US$ 10 milhões cada.
As recompensas integram os programas americanos voltados à obtenção de informações sobre tráfico internacional de drogas e organizações criminosas transnacionais.
Além do cerco financeiro e judicial aos integrantes do cartel, o Departamento de Estado anunciou medidas contra familiares e associados próximos de pessoas vinculadas ao CJNG.
Ao todo, 65 indivíduos tiveram restrições de visto impostas pelos Estados Unidos. Entre eles, 26 possuíam vistos válidos, que foram revogados.

