A ex-deputada federal Carla Zambelli afirmou, nesta quarta-feira (5/8), que o advogado dela no Brasil, Fábio Pagnozzi, fará uma reclamação ao Tribunal Penal Internacional (TPI), conhecido como Tribunal de Haia, pela condenação dela no caso da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Ela considera que o julgamento no Brasil foi parcial e configura perseguição política. Na Itália, a Corte de Cassação de Roma (última instância) anulou a extradição dela ao Brasil referente ao caso e considerou o processo parcial contra ela.
“A Turma [da Corte de Cassação de Roma] que foi escolhida [para julgar o caso CNJ] foi muito imparcial. Eles olharam todos os documentos e disseram que houve perseguição política. A sentença é utilizada pelo meu advogado do Brasil, que está fazendo um ‘reclamo’ para a Corte de Haia, porque é um crime contra a humanidade a perseguição política”, disse Zambelli em entrevista à rádio AuriVerde Brasil.
Ao Metrópoles, o advogado Fábio Pagnozzi, que representa Zambelli, confirmou que levará a reclamação ao TPI.






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O futuro de Zambelli agora depende do processo de extradição referente à outra condenação dela no Brasil, por porte ilegal de arma de fogo e perseguição armada.
Neste caso, a Corte de Cassação determinou o reinício do processo, pois avaliou que faltavam garantias sobre a possibilidade de atendimento médico a Zambelli na prisão em que ela ficaria no Brasil.
Na decisão, a Justiça italiana informou que uma perícia médica realizada no processo aponta que Zambelli apresenta um quadro clínico “complexo e multifacetado”, necessitando acompanhamento médico especializado constante.

