O ator Wagner Moura fez um desabafo sobre a repercussão de seus posicionamentos políticos durante participação no Conversa com Bial, exibido na noite dessa terça-feira (4/8). Ao comentar o atual cenário de polarização, ele afirmou que gostaria que houvesse mais diálogo entre pessoas com opiniões diferentes e confessou que se sente desgastado com os ataques que recebe.
Ao longo da entrevista, gravada em Atenas, na Grécia, o artista disse acreditar que o afeto ainda pode aproximar quem está em lados opostos do debate político. Foi nesse contexto que revelou o incômodo com a hostilidade direcionada a ele.
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“No final, o que importa é o amor. É um clichê, mas é verdade. É o afeto, é o que a gente sente pelas pessoas que estão próximas da gente. E, se tiver empatia suficiente, pelos outros também, inclusive os que pensam diferente da gente. Estou cansado de ser odiado por uma galera. É cansativo.”
Mesmo dizendo que as críticas o afetam, Wagner garantiu que não pretende mudar sua postura pública: “Eu vou morrer dizendo as coisas que acho. Posso estar errado, mas a minha natureza é dizer o que penso. A tolerância é um fator fundamental, um pilar da democracia. Você tem que ser tolerante. O que, para mim, é assustador é que não estamos mais vendo a realidade da mesma forma.”







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Reprodução/DreamworksO ator ainda respondeu às críticas de quem considera contraditório defender pautas de esquerda após alcançar sucesso financeiro. Para ele, prosperar profissionalmente não elimina a defesa por justiça social.
“Quando eu estava lá em Rodelas [cidade na Bahia] e era pobre, aí eu poderia ser de esquerda, né? Parece que existe um portal pelo qual você passa. Queria saber qual é o teto, quanto você precisa ganhar para deixar de acreditar em justiça social.”

