Uma manhã de esporte e cidadania para crianças e adolescentes em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT), terminou em tragédia nesta terça-feira (4/8), quando o cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foi brutalmente assassinado a tiros enquanto ministrava uma aula voluntária de jiu-jítsu dentro do Centro de Referência de Assistência Social (Cras).
A vítima foi surpreendida em pleno treino por Jonathan Vieira dos Santos, que invadiu a sala e efetuou cerca de seis disparos de arma de fogo. O militar foi atingido diante dos alunos e de testemunhas que acompanhavam a atividade.
Leia também
Renato chegou a ser socorrido e levado ao Pronto-Socorro de Várzea Grande, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na unidade hospitalar. Horas antes de ser assassinado, ele cumpria uma missão social, ensinando artes marciais para jovens da comunidade.
Suspeita de ciúmes e prisão
De acordo com a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta para motivação fútil ligada a ciúmes. O delegado responsável pelo caso revelou que, meses antes do ataque, o acusado havia registrado um boletim de ocorrência no qual afirmava suspeitar que sua esposa mantinha um relacionamento extraconjugal com o policial militar.
As autoridades ressaltam, no entanto, que até o momento não há qualquer confirmação de que a relação entre a mulher e a vítima realmente existia. Logo após efetuar os disparos, Jonathan foi encurralado e contido por pessoas que estavam no local até a chegada de uma guarnição da Polícia Militar.
Preso em flagrante, ele foi conduzido ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do Parque do Lago. Durante o interrogatório oficial, o investigado permaneceu em silêncio. Ele passará por audiência de custódia nesta quarta-feira (5) e segue à disposição do Poder Judiciário.

