A greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) chegou ao fim na tarde desta quarta-feira (5/8). Representantes do Governo do Estado e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) participaram das negociações sobre a garantia de empregos dos funcionários da companhia.
As atividades serão retomadas imediatamente. A maioria dos ferroviários decidiu encerrar a paralisação. Dos 147 trabalhadores que participaram da votação, apenas 25 defenderam a continuidade da greve. Durante a negociação, o Governo de São Paulo também se comprometeu a assinar, até o próximo dia 19, um acordo coletivo formalizando a garantia de manutenção dos empregos dos funcionários da CPTM.
Após a proposta apresentada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o sindicato convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para que os trabalhadores avaliassem os próximos passos do movimento. A categoria aprovou o encerramento da paralisação e a retomada das atividades dos ferroviários.
Com o fim da greve, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM voltam a operar normalmente para os passageiros. As três linhas foram afetadas desde terça-feira (4/8), quando a paralisação teve início e provocou mudanças na rotina de milhares de usuários do transporte público na Grande São Paulo.
Mais cedo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que esperava a retomada da operação das linhas ainda nesta quarta-feira, principalmente durante o horário de pico. Segundo o governador, um projeto de lei garantindo a manutenção dos empregos dos ferroviários seria apresentado durante a reunião de conciliação com a categoria. A paralisação teve como principal reivindicação uma garantia formal de preservação dos postos de trabalho dos funcionários da CPTM durante o processo de reorganização da companhia.







Estação Brás da CPTM
Gabrielle Gonçalves/MetrópolesEstação Brás da CPTM
Gabrielle Gonçalves/MetrópolesTrânsito em São Paulo
William Cardoso/MetrópolesTrânsito em São Paulo
William Cardoso/MetrópolesTrânsito em São Paulo
William Cardoso/MetrópolesTrânsito em São Paulo
Rodrigo Freitas/MetrópolesTrânsito em São Paulo
Rodrigo Freitas/MetrópolesTrânsito em São Paulo
Rodrigo Freitas/MetrópolesTrânsito em São Paulo
William Cardoso/MetrópolesGreve da CPTM começou na terça-feira (4/8), afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e acabou com acordo de empregos dos ferroviários
Gabrielle Gonçalves - MetrópolesEntenda a greve
- O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB) decidiu paralisar as atividades a partir da meia-noite de terça-feira (4/8). A medida, aprovada em assembleia na tarde de segunda (3/8), atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, do sistema ferroviário de São Paulo.
- Na semana passada, os ferroviários já haviam aprovado indicativo de greve para a data, caso não houvesse avanço nas negociações com o governo de São Paulo.
- Lideranças da categoria se reuniram com representantes do governo estadual na sede da Secretaria da Casa Civil, mas o encontro terminou sem acordo entre as partes.
- Entre as reivindicações da categoria, estão a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo. O texto prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.
- Com a paralisação, as linhas 11-Coral e 12-Safira funcionam em operação parcial desde a manhã de terça-feira. A 13-Jade teve o serviço interrompido por completo.
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Quase um milhão de passageiros afetados no 1° dia de greve
Os impactos da greve nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foram sentidos logo na manhã de terça-feira (4/8) nas estações do Metrô de São Paulo. Algumas linhas como a 1-Azul e 3-Vermelha registraram trens e plataformas mais lotadas que o normal para o horário, além de filas nas catracas. A região mais atingida foi a zona leste, a mais populosa de São Paulo e atendida pelas linhas paralisadas.
Um vídeo mostra a fila nas catracas da estação Itaquera do metrô por volta de 6h desta terça-feira. Veja:
Para minimizar os impactos da paralisação, um plano de contingência precisou ser acionado. Na capital paulista, o rodízio de veículos foi suspenso pela Prefeitura. Já o governo de São Paulo informou que os ônibus da operação Paese foram acionados para atender os passageiros nas estações mais afetadas das Linhas 11,12 e 13.
O Metrô também adotou medidas para reduzir os impactos: as estações das Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata tiveram suas aberturas antecipadas para as 4h da manhã. Na Linha 3, foram adicionadas mais composições à circulação e trens vazios podem ser enviados às estações que apresentarem maior lotação ao longo do dia.
A Polícia Militar do estado de São Paulo (PMSP) aumentou o número de policiais no entorno das estações afetadas pela greve. Os passageiros que precisam pegar trens observam, na manhã desta terça-feira (4/8), um contingente acima do comum perto das estações atingidas, especialmente na região leste da capital paulista.

