O Brasil se juntou à União Europeia (UE) e ao Organismo das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) para combater o recrutamento e exploração de crianças, e adolescentes, por partes de grupos armados e criminosos.
A iniciativa foi lançada em março deste ano, mas os trabalhos ainda não haviam sido iniciados. A primeira reunião dos comitês direto e técnico, onde form definidas as estratégias do projeto, aconteceu nesta quarta-feira (5/8) em Brasília.
No encontro, Brasil, UE e ONU determinaram as prioridades para o primeiro ano de projeto. São elas: estudo sobre as trajetórias de adolescentes no sistema socioeducativo, revisão de marcos legais e políticas públicas, oficinas de capacitação para profissionais que atendem crianças e adolescentes e a prevenção de base comunitária.
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A previsão é de que o projeto tenha duração de três anos, e envolva representantes da segurança pública e proteção à criança, organizações da sociedade civil, centros de pesquisa e instituições de Justiça.
De acordo com o último anuário publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), grupos criminosos têm utilizado plataformas digitais para recrutar crianças e adolescentes, que acabam sendo arrastados para ciclos de violência.
Somente no último ano, 2.079 mil crianças e adolescentes entre 0 a 17 anos foram vítimas de mortes violentas intencionais no Brasil.

