Um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizer que pretende enfrentar uma disputa política com o Congresso Nacional para rever o papel das emendas parlamentares e alterar o modelo de financiamento dos partidos, Simone Tebet, candidata ao Senado pelo PSB em São Paulo, defendeu nesta segunda-feira (3/8) que os recursos da União sejam repassados diretamente aos municípios, sem o uso das chamadas “emendas secretas”.







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Reprodução/YouTubeA pré-candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB).
ReproduçãoSimone Tebet em agenda na cidade de São Carlos, no interior de São Paulo
DivulgaçãoEx-ministra do Planejamento e pré-candidata ao Senado Federal, Simone Tebet (PSB) participa de evento em São Paulo
Alessandra Ferreira/MetrópolesEx-ministra do Planejamento e pré-candidata ao Senado Federal, Simone Tebet (PSB) participa de evento em São Paulo
Alessandra Ferreira/MetrópolesSimone Tebet, ex-ministra do Planejamento e Orçamento
IGO ESTRELA/METRÓPOLES @igoestrelaEx-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet no Seminário de Riscos Fiscais
Diogo Zacarias/MPOSimone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento
Foto: Washignton Costa/MPOEx-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet
Diogo Zacarias/MPOSimone Tebet, ex-ministra do Planejamento e Orçamento
Hugo Barreto/MetrópolesMinistra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB)
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografoA lideranças políticas da região de São Carlos, no interior de São Paulo, Tebet avaliou que os prefeitos conhecem melhor as necessidades de cada cidade e disse que os investimentos federais priorizem infraestrutura e políticas sociais de acordo com a realidade dos municípios.
“O problema é a divisão desse bolo que parte dessa receita livre está na mão do Congresso Nacional em forma de emendas parlamentares. Então eu tenho 200 bilhões de reais pro Brasil inteiro de discricionária para as obras, porque fora o dinheiro para saúde, para educação, pagamento da previdência, dos aposentados, eu tenho 200 bilhões de reais livre para as obras de infraestrutura, desses 260 bilhões de reais fica na mão do Congresso Nacional que você não vê o cheiro, você não vê a cor, você não vê para onde foi”, disse.
“Aliás, o dinheiro vem e vai pegar pingando no bolso de um monte de atravessadores, na mão de parlamentar. Não são todos. Então é isso, como conciliar com honestidade combatendo o desperdício tendo coragem de falar assim vamos diminuir. Não sou contra a casa de acabar fazendo as parlamentares você colocar um pouquinho de emenda parlamentar na mão do deputado federal do senador para que ele atinja os rincões mais distantes. O que não pode é um único senador, um único deputado que tem 100 milhões de reais por ano. Isso até é complicado, porque isso impede a renovação”, completou.
Alta de feminicídios em SP “inexplicável”, diz Tebet
Tebet também se disse preocupada com o aumento dos casos de feminicídio em São Paulo. O crescimento da violência contra a mulher, na opinião dela, é “inexplicável” e exige o fortalecimento da rede de proteção às vítimas.
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“No Brasil, o pacto entre os poderes fez com que o feminicídio diminuísse um pouco a violência contra a mulher, mas o estado de São Paulo aumentou 10%. Isso é inexplicável no estado mais desenvolvido do Brasil e inaceitável”.
Tebet afirmou que o combate à violência contra a mulher passa por uma mudança cultural e pelo envolvimento dos homens. Segundo ela, a maioria dos brasileiros não pratica violência e pode contribuir para mudar essa realidade ao não tolerar comportamentos machistas no cotidiano. “O mais importante é que a gente possa ver os homens nos defenderem”.

