Belo Horizonte — O vice-presidente e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta segunda-feira (3/8), durante evento em Belo Horizonte, que o governo federal continuará negociando com os Estados Unidos para reduzir os impactos do tarifaço imposto sobre produtos brasileiros.
De acordo com Alckmin, o momento é desafiador, mas a expectativa é de que a situação seja superada. “O governo não vai sair da mesa de negociação. […] São momentos difíceis, mas isso passa”, afirmou durante abertura do painel Itatiaia Eloos.
O vice-presidente destacou que cerca de 75% dos produtos exportados por Minas Gerais estão fora do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, e afirmou que o esforço do governo agora está concentrado nos produtos alvos das tarifas.
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“O empenho é para mudar isso. O governo não vai sair da mesa de negociação. Não tem o menor sentido cobrar 25% se, quando um produto americano entra no Brasil, ele paga 3% de imposto de importação”, afirmou.
Veja produtos atingidos pelo tarifaço:
Biocombustíveis e químicos
- Etanol de cana-de-açúcar;
- Outros biocombustíveis;
- Celulose branqueada (exceto categorias isentas).
Indústria pesada
- Aço e alumínio semiacabados;
- Máquinas agrícolas;
- Equipamentos de mineração;
- Transformadores elétricos de grande porte.
Bens de consumo
- Calçados;
- Móveis de madeira;
- Pisos, revestimentos e rochas ornamentais;
- Vestuário, tecidos e peças de roupa.
Alckmin também argumentou que os Estados Unidos mantêm superávit comercial com o Brasil, o que, segundo ele, reforça a necessidade de um entendimento entre os dois países.
“Os Estados Unidos têm superávit na balança comercial com o Brasil. Entre os países do G20, são poucos os casos em que isso acontece. Então é trabalhar para resolver e tirar o máximo possível dessa grande tarifa”, declarou.
O vice-presidente afirmou ainda que o governo pretende reduzir a dependência do mercado americano por meio da abertura de novos destinos para as exportações brasileiras.
“Do outro lado é abrir mercado, diversificar mercado, conquistar novos mercados. Nós vamos voltar a vender carne para a Coreia do Sul. Em agosto deve chegar a missão para a questão sanitária. Na Europa também estamos trabalhando firmemente para resolver a questão da carne bovina”, disse.

