O ex-senador Alvaro Dias (MDB) anunciou, nesta segunda-feira (3/8), que não irá concorrer ao Senado Federal pelo estado do Paraná nas eleições de 2026. Favorito nas pesquisas de intenção de voto, o político afirma ter desistido da candidatura pela falta de consenso em torno do nome dele na base aliada ao governado Ratinho Junior (PSD).
Em carta aberta publicada nas redes sociais, Alvaro Dias afirmou que o apoio popular não foi suficiente para superar os obstáculos impostos pelas articulações partidárias.
“Nenhuma candidatura se sustenta apenas na vontade de um homem ou da opinião pública. Na politica atual, prevalecem os arranjos, as composições e a vontade dos políticos”, escreveu. “Infelizmente, compreendi que hoje não existem, dentro do grupo politico liderado pelo governador, as condições necessárias para construir essa unidade que eu tanto almejei, também em torno do meu nome.”
O ex-senador ressaltou que não pretende lançar uma candidatura avulsa nem se colocar como dissidente do grupo político.
“E eu jamais aceitarei ser motivo de divisão, ainda mais nessa altura da minha história. Nunca coloquei um projeto pessoal acima de um projeto coletivo. Não fiz isso no passado e por isso também não o farei agora”, acrescentou.
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Dias afirmou que a decisão pode decepcionar “alguns amigos”, mas disse estar convicto de que fez a escolha correta.
“Faço essa escolha com serenidade, sem qualquer sentimento de mágoa, ressentimento ou revolta. A política é feita de ciclos, e a grandeza de quem a exerce está justamente em saber reconhecer o momento de avançar e o momento de recuar. Saio desta decisão com a consciência tranquila.[…] Os mandatos passam.
Mas os valores permanecem e eu não estou disposto a negociar os meus”, concluiu.
Até esse domingo (2/8), a candidatura dele era tratada como certa. Alvaro Dias chegou a ter o nome confirmado ao Senado pelo MDB nas eleições deste ano, durante a convenção estadual do partido, realizada em Curitiba.
A pesquisa da Genial/Quaest, divulgada na última segunda-feira (27/7), mostrava o ex-senador na liderança das intenções de voto, com 20%, seguido por Alexandre Curi (Republicanos), Deltan Dallagnol (Novo) e Gleisi Hoffmann (PT), empatados com 10%.

