O coronel reformado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Francisco Eronildo Feitosa, foi preso, nesta segunda-feira (3/8), em uma chácara no Entorno do Distrito Federal. O militar foi condenado a 54 anos de prisão por cobrança de propina em 2023 e estava foragido desde então.
A prisão foi feita pela Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Águas Lindas. Segundo a corporação, Feitosa foi preso localizado em uma propriedade entre os municípios goianos de Girassol e Águas Lindas.
Junto a ele, foram encontradas três armas, sendo um revólver e duas espingardas, que estavam equipadas com luneta e silenciador.
Sobre o militar
- O ex-coronel da ativa foi preso na Operação Mamon, em novembro de 2017;
- De acordo com as investigações, ele cobrava de vantagens indevidas em contratos para manutenção em viaturas da PMDF e burlou procedimentos licitatórios;
- Nesse mesmo ano, o militar também havia sido denunciado por crime sexual e embriaguez no local de trabalho;
- O militar, inclusive, foi primeiro coronel da ativa a ser preso na história da PMDF.
Feitosa foi solto em 25 de janeiro de 2018 e se aposentou da função por decisão da corporação.
Ao deixar a corporação, o militar recebeu R$ 539.346,69 líquidos em fevereiro do mesmo ano. Do total, R$ 200 mil foram referentes ao pagamento de indenização de férias.
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Já outros R$ 255 mil foram destinados a título de ressarcimento de licenças especiais. Além disso, o militar embolsou R$ 70 mil referentes a ajuda de custo.
Segundo os dados mais recentes do Portal da Transparência do Distrito Federal, o condenado, mesmo foragido, recebeu uma remuneração mensal líquida de R$ 25 mil neste ano.
Condenação
Em 2021, Feitosa foi condenado pelos crimes de concussão e associação criminosa, com uma pena de 73 anos. No entanto, em 2023, a Justiça do DF diminuiu o cumprimento da pena para 54 anos.
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), a partir de investigação da 2ª Promotoria de Justiça Militar e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Segundo o Ministério Público, as investigações revelaram a existência de esquema criminoso de exigência de vantagem indevida no âmbito do Departamento de Logística e Finanças da PMDF.
“Empresários que prestavam serviços de manutenção de viaturas à PMDF eram constrangidos a pagar propina para receber os valores devidos pelos serviços prestados”, contou o MPDFT em nota à época.
O crime de concussão ocorre quando o agente público exige vantagem indevida no exercício do cargo. Pelas contas do MP, Feitosa praticou o ato 11 vezes.

