O dólar oscila e o Ibovespa opera no vermelho nesta segunda-feira (3), enquanto no exterior a moeda norte-americana tem um viés negativo ante as demais divisas de países emergentes, em meio às esperanças de que EUA e Irã possam chegar a um novo acordo.
No cenário brasileiro, agosto começava com revisão nas previsões para Selic no final do ano na pesquisa Focus, de 14% para 13,75%, nesta segunda-feira, enquanto a semana ainda reserva decisão de política monetária no Brasil, enquanto o final do dia inclui os resultados de Marcopolo, BB Seguridade e ISA Energia.
Por volta de 11h20, o dólar à vista tinha leve ganho de 0,05%, a R$ 5,078.
Na mesma hora, o principal índice do mercado doméstico perdia 0,55%, aos 177 mil pontos.
Petróleo recua
No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o adiamento de um novo ataque ao Irã.
Além disso, afirmou que o Irã e outros países do Oriente Médio pediram mais tempo para concluir um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde circulam 20% do petróleo e do gás exportados pelos países.
Nesta segunda-feira, porém, o Irã afirmou que não havia negociações em andamento com os EUA nem planos para reuniões.
Ainda assim, os agentes se apegavam à possibilidade de avanços nas negociações de paz, o que conduzia a queda do petróleo Brent para a faixa de US$ 83 o barril, e a alta dos principais índices de ações na Europa, assim como o recuo dos rendimentos dos Treasuries.
À espera do BC
Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central informou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2026 seguiu em R$5,20 e no final de 2027 variou de R$5,29 para R$5,28.
Já a Selic esperada para o fim de 2026 caiu de 14,00% para 13,75%, com os economistas passando a projetar dois cortes de 25 pontos-base da taxa básica até o fim do ano.
Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e esse diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil.
Hoje o cenário é um pouco diferente diante da perspectiva de alta de juros nos EUA e de novas baixas no Brasil.
O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC publica na quarta-feira (5) a decisão dos juros, com apostas majoritárias no corte de 0,25 ponto.

