Últimas

Cleitinho liderava pesquisas em MG; veja cenários sem ele

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Cleitinho liderava pesquisas em MG; veja cenários sem ele

Belo Horizonte — A desistência do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) da disputa pelo Governo de Minas Gerais, anunciada nesta segunda-feira (3/8), embaralha a corrida eleitoral no estado. Favorito em todas as pesquisas divulgadas nas últimas semanas, o parlamentar lidera com folga os cenários de primeiro e segundo turno, mas deixa a disputa alegando que precisa cuidar da família e da própria saúde emocional após a morte do irmão.

O anúncio foi feito em Brasília, ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e do presidente estadual da legenda, Euclydes Pettersen. Emocionado, Cleitinho afirmou que não tem condições de enfrentar uma campanha eleitoral neste momento.

“Eu preciso me recuperar, cuidar de mim, porque não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim. (…) Não tem como eu entrar na campanha agora sem cuidar de mim primeiro e cuidar da minha família”, declarou o senador.

A saída do principal nome da disputa faz com que Minas Gerais passe a ter uma eleição sem favorito, segundo indicavam os próprios levantamentos divulgados antes do anúncio da desistência.

Pesquisa Real Time

A pesquisa Real Time Big Data, publicada na última quinta-feira (30/7), mostrava Cleitinho com 36% das intenções de voto no principal cenário de primeiro turno, seguido por Alexandre Kalil (PDT), com 15%; Patrus Ananias (PT), com 14%; Mateus Simões (PSD), com 10%; e Gabriel Azevedo (MDB), com 7%.

Nos demais cenários em que o senador aparecia, ele oscilava entre 37% e 38%, sempre com ampla vantagem sobre os adversários.

Quando o nome de Cleitinho era retirado da disputa, o cenário mudava completamente. Kalil aparecia com 20% das intenções de voto, Patrus tinha 17% e Marcelo Aro (PP), apontado como possível nome apoiado por Republicanos e PL, surgia com 15%. Mateus Simões registrava 10% e Gabriel Azevedo, 8%.

No segundo turno, a pesquisa também apontava equilíbrio sem o senador. Kalil empatava tecnicamente com Patrus, com 36% contra 34%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em outro cenário, Patrus aparecia numericamente à frente de Mateus Simões, por 36% a 30%.

Pesquisa Genial/Quaest

Cleitinho lidera em todos os cenários, mostra Quaest

O mesmo desenho havia sido apontado pela pesquisa Genial/Quaest, divulgada dois dias antes. O levantamento mostrava Cleitinho liderando todos os cenários em que era incluído, com índices entre 34% e 35% no primeiro turno e vantagem confortável sobre Kalil, Patrus e Mateus Simões em eventuais confrontos de segundo turno.

Sem o senador, porém, a disputa ficava pulverizada. Kalil e Patrus empatavam dentro da margem de erro no primeiro turno e também apareciam tecnicamente empatados em um eventual segundo turno.

Outro dado que chamou atenção na pesquisa Quaest foi o destino do eleitorado de Cleitinho. Sem o senador na disputa, não houve migração expressiva para outro candidato. Grande parte dos votos passou a compor os grupos de eleitores indecisos ou que afirmavam votar em branco ou nulo.

Nos cenários com Cleitinho, a média de indecisos era de 17% e a de brancos e nulos, de 12%. Quando seu nome era retirado, esses percentuais saltavam para 27% e 23%, respectivamente. Enquanto isso, Kalil, Patrus, Mateus Simões e Gabriel Azevedo registravam apenas crescimentos modestos, de dois a três pontos percentuais.

Jogo de xadrez para a direita

A desistência oficializada nesta segunda-feira encerra semanas de indefinição sobre a candidatura do senador. Segundo Marcos Pereira, o Republicanos deu todas as condições para que Cleitinho disputasse o governo, mas respeitou a decisão tomada por motivos pessoais.

Com a saída do líder das pesquisas, Republicanos e PL devem intensificar as negociações para definir quem representará o campo da direita na disputa pelo Palácio Tiradentes. Marcelo Aro desponta como um dos nomes mais cotados para receber o apoio das duas legendas.

Além de liderar contra candidatos da oposição, Cleitinho também aparecia à frente do vice-governador Mateus Simões (PSD), apontado como possível candidato apoiado pelo governador Romeu Zema (Novo).

Com a desistência do senador, Mateus passa a disputar um cenário mais equilibrado, sem um candidato que concentrava sozinho mais de um terço das intenções de voto e liderava todos os levantamentos divulgados até então. Agora, resta ao então governador, vai tentar buscar mais apoio, Cleitinho pode ser um deles.

Cleitinho liderava pesquisas em MG; veja cenários sem ele — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado