Tutores que presenciam um animal sufocado precisam agir com cautela para salvar os pets em situações de emergência. É necessário compreender os sinais claros de engasgo e os riscos de intervenções caseiras incorretas. O veterinário João Paulo Lacerda explica que dificuldade intensa para respirar, salivação excessiva e a tentativa de tossir sem sucesso distinguem o engasgo real de uma simples tosse, exigindo atenção imediata para evitar complicações graves.
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Entenda
- A manobra de empurrar a barriga dos pets só deve ser feita se o engasgo for de fato confirmado.
- Não ponha a mão no fundo da boca sem enxergar nada e não dê água ou ração para tentar empurrar o corpo estranho
- Os gatos são mais frágeis e se apavoram fácil em momentos assim, exigindo calma e um toque mais leve.
- Caso o objeto não saia de imediato, corra para a clínica segurando o bichinho com o pescoço esticado, sem apertar o peito.
- Ossos cozidos, pedaços grandes de comida, tampas, meias e brinquedos quebrados são os grandes campeões de acidentes com os pets.

Identificando o engasgo e os perigos no corpo dos pets
O principal sinal de que o animal está com as vias aéreas bloqueadas é a aflição respiratória acompanhada por tentativas frustradas de tosse, além da cabeça e pescoço projetados para a frente e patas levadas à boca.
A crise causa um incômodo visível no comportamento do animal. O veterinário João Paulo Lacerda explica que nessa hora o pet “tenta tossir sem conseguir eliminar o objeto, saliva muito e demonstra bastante desespero”. Além disso, é fundamental diferenciar o engasgo do espirro reverso, que é comum em cães menores e emite um som alto, mas não impede a entrada de ar.
Em situações mais críticas, a falta de oxigênio deixa as gengivas e a língua arroxeadas, podendo levar os pets à perda de consciência se o socorro não for ágil.

Manobras de socorro e o que evitar com os pets
Quando há obstrução completa, técnicas semelhantes à Manobra de Heimlich podem ser aplicadas, fazendo compressões suaves na região da barriga dos pets menores ou movimentos logo atrás das últimas costelas nos animais maiores.
O especialista ressalta que essas manobras “devem ser realizadas apenas quando houver forte suspeita de engasgo verdadeiro”, pois a execução incorreta pode provocar fraturas. O maior erro é tentar resolver a situação em casa colocando a mão às cegas na garganta ou oferecendo água e alimentos para tentar empurrar o item.
Tentar puxar o objeto com o dedo só é recomendado se ele estiver visível e for fácil de remover, prevenindo complicações graves na saúde dos pets.






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Getty ImagesPrevenção e cuidados no transporte dos pets
Mesmo após o objeto ser eliminado do corpo e o animal aparentar melhora, a avaliação veterinária é indispensável para diagnosticar lesões na traqueia, inflamações e riscos de pneumonia por aspiração.
O cuidado com os gatos exige atenção dobrada já que suas estruturas são mais delicadas e eles ficam altamente estressados durante crises respiratórias. A prevenção inclui evitar ossos cozidos, pedaços grandes de carne e itens como tampinhas, meias e brinquedos quebrados que atraem os pets.
João Paulo Lacerda, professor e coordenador do curso de medicina veterinária do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), explica que, caso a manobra inicial não funcione, o transporte deve ser feito mantendo o pescoço estendido e sem comprimir o tórax, garantindo que os pets cheguem em segurança para o atendimento médico.

