O entorno do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), enxerga a área econômica como um dos principais problemas dentro da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República.
A avaliação de auxiliares do governador paulista é de que o mercado, especialmente em São Paulo, se decepcionou com a ausência de uma figura de peso para tocar o assunto e servir de porta-voz para comunicar aos setores econômicos quais são as propostas concretas do senador.
Empresários e integrantes do mercado financeiro têm avaliado de forma reservada que a economista Daniella Marques (Republicanos), cotada para ser vice na chapa e um dos elos de Flávio junto ao setor econômico, não tem o histórico suficiente para dar peso ao projeto econômico que o senador pretende apresentar na campanha.







Daniella Marques
Reprodução/PLO senador Flávio Bolsonaro e a economista Daniella Marques posam para foto
Reprodução/InstagramDaniella Marques
Gustavo Moreno/MetrópolesEx-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques
Reprodução/InternetDaniella Marques, nova presidente da Caixa
Washington Costa/MEDaniella Marques
Rafaela Felicciano/MetrópolesDaniella Marques, nova presidente da Caixa
Washington Costa/MEDaniella Marques
Washington Costa/MEMarques é formada em administração pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e fez MBA (modalidade de pós-graduação) em finanças pelo Ibmec
Washington Costa/MESecretária Especial de Produtividade e Competitividade, Daniella Marques Consentino, é a entrevistada no programa A Voz do Brasil
Governo federalUm dos comentários é de que Daniella ainda é vista no mercado como a “auxiliar de Paulo Guedes” ou “dente de leite”. A economista foi chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do ministro da Fazenda de Jair Bolsonaro. Em junho de 2022, ela assumiu a Presidência da Caixa Econômica Federal, cargo que ocupou por menos de um semestre. Apesar disso, Daniela é vista como alguém ainda sem “estofo” suficiente para aproximar Flávio do grande PIB.
De acordo com uma fonte do Palácio dos Bandeirantes, o empresariado paulista esperava a participação de nomes que dariam mais segurança quanto às ideias de Flávio, como Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro Nacional, ou Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central. Ambos atuaram no governo Bolsonaro.
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Como comparação, foram citados os casos de Michel Temer e Bolsonaro, que chamaram Henrique Meirelles e Paulo Guedes para comandar a economia, nomes que transmitiam a mensagem de que a política econômica seria diferente da linha petista. A avaliação de alguns auxiliares é que Flávio ainda não conseguiu transmitir essa mensagem, estando mais preocupado em falar do pai do que apresentar propostas.
No início da pré-campanha, Tarcísio afirmou a interlocutores que ajudaria Flávio no diálogo com o setor produtivo. No momento, no entanto, há um incômodo com a falta de interesse de Flávio e seu entorno em solicitar a ajuda de integrantes com bom diálogo com empresários e o mercado financeiro dentro do governo paulista.

