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Problema da segurança é mais dos estados do que nacional, diz Dirceu

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Problema da segurança é mais dos estados do que nacional, diz Dirceu

Ao comentar sobre a insatisfação da população em relação à segurança pública, o ex-ministro José Dirceu (PT) afirmou que o tema, atualmente, é de responsabilidade dos governos locais.

Ao Metrópoles Entrevista, nesta quinta-feira (30/7), o petista criticou as políticas conservadoras de enfrentamento ao crime organizado e defendeu a criação de leis capazes de afetar o sistema financeiro das facções criminosas.

“O problema de segurança pública é um problema muito mais estadual do que nacional. Se você olhar São Paulo, que é a cidade onde eu vivo, a insatisfação com o governador Tarcísio de Freitas e com o prefeito Ricardo Nunes é enorme. Agora, isso acaba sendo com o presidente também. Por isso mesmo que ele assumiu a questão do Ministério da Segurança Pública, da lei da PEC da Segurança Pública, da PEC das Facções Criminosas e começou as operações contra o crime organizado”, listou.

A segurança pública deve ganhar atenção especial na campanha presidencial de 2026. Pesquisas apontam que o crescimento das facções criminosas e o impacto no dia a dia estão entre as maiores preocupações dos brasileiros.

José Dirceu se posicionou a favor da criação do Ministério da Segurança Pública e destacou a importância da aplicação da lei do perdimento para integrantes de facções criminosas.

“A lei do perdimento dá poderes à União no Estado brasileiro de apreender, leiloar ou por em uso público os bens, as joias, as obras de artes, os carros, os aviões e principalmente os recursos financeiros. Isso desmonta o sistema empresarial. O PCC se transformou em uma máfia internacional, um empreendimento transnacional”, ressaltou.

O político reconheceu a dimensão das facções, mas rechaçou a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

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José Dirceu criticou políticas conservadoras de combate ao crime organizado
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Para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as facções são um problema de segurança pública nacional e critica a medida como um risco à soberania e um pretexto para intervenção estrangeira.

“Por isso, há colaboração com a Interpol, com o FBI, com as polícias europeias. Agora, dizer que o PCC e o Comando Vermelho são organizações terroristas no sentido político, de tomar o poder, isso não faz sentido. Agora, que eles botam o terror na população, isso é verdade”, concluiu.

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