O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou, nesta quinta-feira (30/7), uma nota criticando a resolução do Conselho Federal de Odontologia (CFO) que estabelece novos parâmetros para a habilitação em sedação para dentistas. No texto, o CFM afirmou que a anestesia feita por um profissional não médico “é um risco para o paciente“.
A resolução do CFO foi publicada na segunda-feira (27/7) e criou a habilitação avançada em sedação odontológica. Para ser certificado, o dentista precisa fazer um curso com carga horária mínima de 500 horas, pelo menos 60% das atividades práticas presenciais supervisionadas, treinamento em simulação e ambiente clínico.
A matriz curricular inclui conteúdos relacionados à avaliação clínica, farmacologia, monitorização, emergências médicas, protocolos de segurança, rastreabilidade e treinamento em Suporte Básico e Avançado de Vida.
O certificado autoriza o cirurgião-dentista a realizar sedação nos níveis mínimo, moderado e profundo.
Leia também
Para o CFM, “a sedação profunda pode comprometer funções vitais. Exige conhecimento técnico, experiência e capacidade de prevenir ou tratar complicações graves”. “O CFM atuará em todas as instâncias para que a Resolução CFO n° 295/2026 não coloque a população em risco“, completa a nota.





Procurado, o CFO não comentou a manifestação do Conselho de Medicina. O espaço segue aberto.

