O advogado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, criticou a abertura de um novo inquérito pela Polícia Federal contra o filho do presidente Lula. E disse que a decisão passa a impressão de que a corporação está fazendo uma “pesca probatória”.
À coluna, o advogado disse que a principal notícia não deveria ser a abertura de um novo inquérito, mas o fato de as investigações relacionadas ao esquema do INSS não terem encontrado elementos que vinculassem Lulinha ao caso.




Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
ReproduçãoMarco Aurélio de Carvalho, advogado e coordenador da campanha de reeleição do presidente Lula em São Paulo
Nina Quintana/MetrópolesFábio Luís da Silva, o Lulinha
Reprodução/Redes Sociais“A notícia deveria ser que não achou absolutamente nada, absolutamente nada que tenha relação direta ou indireta com o Fábio no bojo das investigações do INSS, como não vai achar em relação a esses fatos”, afirmou Marco Aurélio de Carvalho.
O ministro do STF André Mendonça autorizou a instauração de uma nova investigação da PF sobre Lulinha, desmembrada do inquérito que apura fraudes no INSS.
O novo inquérito vai apurar supostos crimes de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Saúde por negócios relacionados a cannabis medicinal.
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Marco Aurélio afirmou ainda que Lulinha terá a oportunidade de demonstrar, no novo inquérito, que não possui qualquer relação com os negócios empresariais da empresária Roberta Luchsinger, citada nas apurações.
“Recebemos, portanto, com estranheza, mas com tranquilidade”, concluiu o advogado.
Marco Aurélio de Carvalho também afirmou que o presidente Lula “devolveu as instituições de Estado ao Estado brasileiro” e sustentou que a Polícia Federal recuperou a independência e a autonomia durante o atual governo.
Em contraposição, o advogado lembrou que o ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo que ele trocou cinco diretores-gerais da corporação para proteger familiares e aliados, algo que, segundo ele, Lula “jamais faria em hipótese alguma”.

