Um navio cargueiro dos Estados Unidos foi atacado por um drone enquanto estava ancorado em um porto localizado no Egito. O caso, segundo a agência de segurança marítima Ambrey, ocorreu nesta quarta-feira (29/7).
O ataque aconteceu no porto de Damietta, na costa do Mar Mediterrâneo, mas não deixou mortos. A embarcação transportava gás natural liquefeito (LGN).
Até o momento, nenhum grupo ou país reivindicou a ação. O caso, contudo, inflama a tensão crescente no Oriente Médio.
O cessar-fogo entre EUA e Irã, firmado no último mês durante a assinatura de um memorando de entendimento entre os dois países, foi interrompido no dia 8 de julho, quando o território iraniano voltou a ser alvo de operações norte-americanas, após acusações sobre ataques contra navios do Catar no Estreito de Ormuz.
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Em resposta, forças iranianas voltaram a atacar instalações dos Estados Unidos em países do Golfo Pérsico, como Catar, Jordânia e Kuwait.
Desde então, o conflito escalou e passou a envolver outros países e grupos da região, como os Houthis no Iêmen e a Arábia Saudita.
As hostilidades foram interrompidas na última sexta-feira (24/7), quando o Comando Central dos EUA (Centcom) deixou de realizar novos ataques contra o território iraniano, depois de 13 dias seguidos de ofensiva militar. Após a pausa norte-americana, o Irã também concordou em interromper as operações em nações vizinhas.
Nessa terça-feira (28/7), no entanto, o cenário mudou. Segundo militares dos EUA, o Irã tentou lançar um ataque surpresa contra bases do país no Oriente Médio. Teerã nega as alegações norte-americanas.
Devido à ofensiva iraniana e ao ataque contra o navio de bandeira norte-americana no Egito, o presidente Donald Trump prometeu que os EUA voltarão a atingir o Irã.

