Desde 1964, o dia 28 de julho é oficialmente feriado no Maranhão. A data marca a adesão do estado à Independência do Brasil, que só foi ocorrer quase um ano após o Grito do Ipiranga, por Dom Pedro I, em 7 de setembro de 1822. Com isso, os maranhenses têm dois feriados para comemorar o mesmo acontecimento histórico.
O governador Carlos Brandão (sem partido) também decretou ponto facultativo para os servidores públicos nessa segunda-feira (27/7), mas os serviços essenciais continuam funcionando normalmente em esquema de plantão.
O Maranhão foi o penúltimo estado a reconhecer a independência do país. O último foi o Pará, que só aderiu em 15 de agosto de 1823. A demora em reconhecer a independência se deu por causa dos fortes laços comerciais e políticos que ambos os estados tinham com Portugal na época.
No período de 1751 a 1778, o até então estado do Grão-Pará e Maranhão foi desmembrado da colônia do Brasil e subordinado diretamente à Coroa Portuguesa. Um dos grandes motivos foi a localização geográfica mais próxima à Europa, com relação ao Rio de Janeiro, a nova capital brasileira.
Somente após embates entre independentistas, vindos do Piauí e Ceará, com as tropas fiéis à Coroa, a possibilidade de uma separação começou a ganhar forma.
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Por conta dos embates, principalmente nas cidades de Caxias e São José dos Matões, a capital, São Luís, chegou a ficar desabastecida.
Feriado da Adesão do Maranhão à Independência do Brasil
- 7 de setembro de 1822 – Grito da Independência do Brasil, dado por Dom Pedro I;
- 26 de julho de 1823 – Contratado pelo imperador, Lord Thomas Cochrane fecha o canal de acesso ao porto de São Luís;
- 28 de julho de 1823 – Adesão do Maranhão ao Império Brasileiro;
- 15 de agosto de 1823 – Adesão do Pará ao Império;
- 2 de outubro de 1964 – Governador do Maranhão, Newton de Barros Melo, promulga a Lei 2.457, que declara o dia 28/7 feriado estadual.







Maranhão
Douglas Junior/MTurLagoon in the dunes of Lençóis Maranhenses National Park.
Getty ImagesO espírito da revolução aumentou quando uma ajuda marítima prometida por Lisboa nunca chegou e por uma carta na manga de Dom Pedro I, que enviou o lendário mercenário escocês Lord Thomas Cochrane para pôr um fim no assunto.
Em 26 de julho, os navios de Cochrane se aproximaram do porto de São Luís, porém sob a bandeira da Inglaterra, para enganar o governo local maranhense passando a impressão de se tratar de uma embarcação europeia aliada.
Cochrane, no entanto, fechou o canal de acesso, exigiu o fim da resistência e o juramento do governo a Dom Pedro. Diante da ameaça, a adesão o império aconteceu dois dias depois, sem o uso da força.

