Com as quatro candidaturas de oposição à Presidência da República caminhando para chapas puras, sem coligações com outros partidos, integrantes da direita atribuem a dificuldade para fechar alianças à influência do governo Lula sobre legendas do Centrão.
Segundo esses interlocutores, partidos de centro enfrentam forte pressão de governistas, com quem mantêm relações de proximidade, para não firmarem coligações com candidaturas de oposição ao presidente.





Romeu Zema
Luis Nova/MetrópolesConvenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República
ReproduçãoRonaldo Caiado celebra a oficialização de sua candidatura à Presidência pelo PSD, em São Paulo
Reprodução/PSDO presidenciável do Missão, Renan Santos
DivugaçãoAliados de Romeu Zema no Novo, por exemplo, afirmam que as negociações com outras legendas fracassaram justamente por causa dessa pressão, que teria levado os partidos a adotarem a independência como regra no primeiro turno das eleições.
É o caso da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Como mostrou a coluna, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi pessoalmente informado pelo líder do PP na Câmara, Dr. Luizinho (RJ), de que as siglas manterão uma posição neutra na disputa presidencial.
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Na avaliação de integrantes das campanhas de oposição, essa estratégia acaba beneficiando Lula ao dificultar a formação de alianças em torno dos adversários do presidente.
A independência também interessa a setores do Republicanos. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por exemplo, deve subir no palanque de Lula na Paraíba sem que o partido declare apoio formal à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

