Tarcísio Filho entrou na mira do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro (Sated-RJ). O motivo, segundo a entidade, é que o ator, apesar da longa carreira na televisão, no cinema e no teatro, não possui o registro profissional de ator, o conhecido DRT.
Em conversa com a coluna Fábia Oliveira, Hugo Gross, presidente do Sated-RJ, revelou que o assunto chegou ao sindicato após um contato feito pela equipe do artista. Segundo ele, o assessor de Tarcísio Filho procurou a entidade para verificar a situação do ator. Após a análise da documentação, o sindicato constatou que ele não possui registro profissional.
“Eu peguei o telefone e eu liguei para o assessor, que cuida hoje dos interesses da família, e disse que ele não tem registro. Eu perguntei: ‘Mas ele não quer resolver?’. Ele falou: ‘Não, ele não tem interesse em resolver nesse momento, muito obrigado'”, contou Hugo Gross.







Tarcísio Filho recorda a dor de contar para a mãe, Glória Menezes, sobre a morte do pai, Tarcísio Meira
Instagram/ReproduçãoHugo Gross é presidente do Sated-RJ
Reprodução/InstagramTarcísio Filho posa nos bastidores do Sem Censura, da TV Brasil
Instagram/ReproduçãoHugo Gross
Arquivo PessoalGlória Menezes posa ao lado do herdeiro, Tarcísio Filho
Instagram/ReproduçãoGlória Menezes e Tarcísio Filho posam sorridentes para as redes sociais
Instagram/ReproduçãoO presidente do Sated-RJ criticou a postura do ator e afirmou que considera a situação inadmissível.
“É inadmissível um ator como ele não querer ficar regular dentro da categoria, com registro profissional. Onde tantas pessoas passam necessidade. Ele que tem um berço maravilhoso, uma referência que é o pai, que é a mãe, o senhor Tarcísio Meira, que eu tive a honra de trabalhar, dona Glória Menezes, desdenhar do registro profissional”, declarou.
Hugo também destacou a importância do sindicato em fiscalizar a contratação de profissionais sem o devido registro.
“É aí que o Sated entra. Por isso que ele entra para dificultar as grandes empresas e qualquer empresa contratar artistas sem o devido registro profissional. Até na área técnica, você vê quantos técnicos se machucam que não têm registro, e aí quando acontece isso, eles vão atrás do Sated. Aí eles vão querer regularizar uma situação”, afirmou.
Ainda segundo o presidente da entidade, o caso poderá gerar notificações às emissoras de televisão. “Vamos notificar as emissoras de televisão e ver todos os trabalhos que ele fez sem o registro profissional… Então é lamentável. E a gente teve aí a oportunidade, ele teve a oportunidade de resolver e não quer resolver. É um absurdo isso”, disse.
Hugo Gross também relembrou que os pais do ator, Tarcísio Meira e Glória Menezes, fizeram questão de regularizar suas situações profissionais.
“O Sated-RJ apenas busca a regularização da situação profissional. Tarcísio Meira e Glória Menezes foram associados ao sindicato desde 1968, antes mesmo da obrigatoriedade do registro profissional, criada em 1978. Ainda assim, em 2006, já consagrados e idosos, compareceram para regularizar seus DRTs, demonstrando respeito à profissão e à sua história”, disse.
Por fim, Hugo Gross pontuou: “Em nenhum momento se questiona a trajetória artística de Tarcísio Filho. O que se busca é a regularização de uma pendência, já que ele exerceu sua carreira por muitos anos sem registro profissional. Com a digitalização dos sistemas e dos processos, essa atualização tornou-se necessária. O Sated-RJ espera apenas o mesmo respeito à profissão e ao legado deixado por seus pais, que compreenderam a importância da regularização e deram esse exemplo”.

