A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na quinta-feira (24/7), a segunda fase da Operação Black-Tie para cumprir mandados de busca e apreensão de dois veículos ligados a um casal investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e crimes contra a administração pública.
Os automóveis, avaliados em conjunto em mais de R$ 400 mil, foram localizados e apreendidos. Os bens permanecerão à disposição da Justiça.
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A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), em conjunto com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Segundo a investigação, a nova fase da operação foi motivada por fatos identificados após a primeira etapa da Black-Tie, deflagrada em 17 de junho deste ano. As diligências apontaram que um dos veículos havia sido vendido no dia seguinte ao cumprimento das primeiras medidas cautelares.
Os investigadores também verificaram que o segundo automóvel, apesar de ser utilizado frequentemente por uma das investigadas, estava registrado em nome de uma terceira pessoa.
Com os indícios de ocultação e possível dilapidação patrimonial, a PCDF solicitou a apreensão dos veículos. O pedido foi autorizado pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), com parecer favorável da Assessoria Criminal do MPDFT.
Operação Black-Tie
A primeira fase da Operação Black-Tie foi deflagrada em 17 de junho deste ano e teve como um dos alvos o ex-secretário de Economia do Distrito Federal Ney Ferraz, que integrou a gestão do governador Ibaneis Rocha.
Como revelou a coluna à época, a investigação começou após a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificar a compra de vestuário de alto padrão pago em dinheiro vivo. Segundo os investigadores, a aquisição de ternos de luxo, somada a movimentações financeiras e patrimoniais consideradas incompatíveis com a capacidade econômica formalmente conhecida dos investigados, motivou o aprofundamento das apurações.
A investigação, iniciada em fevereiro de 2025, apura suspeitas de crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
De acordo com a PCDF, há indícios de uso de mecanismos para ocultar a origem de recursos e dissimular patrimônio, além da atuação coordenada entre agentes públicos e particulares para obtenção de vantagens indevidas.
O nome da operação faz referência justamente à compra de artigos de luxo pagos em espécie.

