O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comentou, em entrevista ao Metrópoles, a recomendação da Polícia Federal (PF) para que ele seja demitido do cargo de escrivão da corporação por abandono de cargo. Segundo ele, a decisão final do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, será influenciada por fatores políticos.
Nesta terça-feira (21/7), a PF concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto contra Eduardo por abandono de cargo e recomendou ao Ministério da Justiça (MJSP) a demissão dele da função de escrivão. A decisão definitiva, porém, cabe ao ministro Wellington.
Segundo Eduardo, caso o ministro decida não aplicar a demissão, ele próprio poderá perder o cargo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu estou prestes a perder o cargo. Depende de um chamego do ministro da Justiça do Lula, e eu não acho que ele vai aliviar para mim, porque, se ele não me demitir, quem vai ser demitido é ele. Não faz muito o feitio do Lula dar colher de chá para opositores. É uma decisão política. Espero que, cedo ou tarde, a gente viva uma anistia no Brasil”, afirmou.
Confira a íntegra da entrevista:
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Green card e retorno ao Brasil
Na segunda-feira (20/7), Eduardo revelou que conseguiu um green card — documento que concede residência permanente nos EUA. Segundo o ex-parlamentar, o documento oferece “segurança jurídica” para permanecer no país. “A residência me dá segurança jurídica e tranquilidade para trabalhar aqui”, afirmou.
Durante a entrevista, Eduardo também afirmou que não retornará ao Brasil por acreditar que seria preso. “Se eu voltar para o Brasil, vou ser preso de maneira injusta, sem direito à defesa e sem direito ao devido processo legal”, declarou.
Segundo ele, o objetivo é retornar ao país assim que houver condições para isso.
“O Brasil é minha terra, eu quero retornar ao Brasil. Não pensei nessa questão de cidadania americana. É algo que ocorre depois de cinco anos com o green card, quando existe a possibilidade de se tornar cidadão americano. Não estou pensando nisso neste momento”, disse Eduardo nesta terça-feira (21/7) ao Metrópoles.
O filho “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mora nos EUA desde fevereiro de 2025. Na ocasião, o ex-parlamentar justificou a ação alegando que buscava refúgio devido a supostas perseguições políticas no Brasil.

