Belo Horizonte – O Partido dos Trabalhadores (PT) de Minas Gerais oficializou, nesta segunda-feira (20/7), o deputado federal Patrus Ananias como candidato da legenda ao governo do estado nas eleições de outubro. O anúncio foi feito pela presidente estadual do partido, deputada Leninha, por meio das redes sociais.
“Acabamos de confirmar um nome que carrega história, coerência e esperança: Patrus Ananias é o nosso pré-candidato ao Governo de Minas Gerais!”, escreveu a dirigente petista.
Na publicação, Leninha afirmou que acompanha a trajetória de Patrus há quase quatro décadas e o classificou como uma referência ética, política e humana. Ela destacou a atuação do deputado como prefeito de Belo Horizonte, deputado federal e ministro dos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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“Ao lado do presidente Lula, vamos apresentar a Minas Gerais um projeto que devolva esperança, enfrente as desigualdades e coloque nosso estado novamente no caminho do desenvolvimento com justiça social”, afirmou.
Entenda como o PT chegou ao nome de Patrus para disputar o governo de Minas
- Plano A era Rodrigo Pacheco: o PT passou meses tentando convencer ex-presidente do Senado a disputar o governo de Minas com apoio de Lula, mas ele recusou
- Marília Campos também disse não. A ex-prefeita de Contagem, um dos nomes mais defendidos pela militância, preferiu manter sua pré-candidatura ao Senado
- Outros nomes perderam força: lideranças como Rogério Correia e Sandra Goulart chegaram a ser cogitadas, mas as articulações não avançaram
- Diante do impasse e da proximidade das convenções, a direção nacional do PT passou a conduzir a definição do candidato em Minas
- Patrus ganha força pela experiência. Ex-prefeito de Belo Horizonte, ex-ministro de Lula e Dilma e deputado federal, foi escolhido por ser um nome conhecido e com capacidade de dialogar com aliados
Decisão foi tomada em reunião em BH
A confirmação ocorreu durante uma reunião da legenda em um hotel em Belo Horizonte, nesta manhã. Patrus acabou escolhido após o partido enfrentar recusas de aliados e de outros nomes cotados para a disputa, como o senador Rodrigo Pacheco (PSB) e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), além de tentativas de articulação com outras lideranças políticas de Minas Gerais.
A cerimônia de confirmação contou com a presença de outros nomes que foram cotados para a disputa, como a própria Marília, os deputados federais Rogério Correia e Paulo Guedes; e a deputada estadual Macaé Evaristo.
Na última quinta-feira (16/7), Patrus também se reuniu com o presidente Lula, em Brasília, para tratar da disputa pelo Palácio Tiradentes.
De acordo com interlocutores, pesaram a favor de Patrus a relação próxima com o presidente Lula; a boa gestão na prefeitura de Belo Horizonte (de 1993 a 1996), onde foram criados os Restaurantes Populares e o Orçamento Participativo; a condução frente ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (2004-2010), no período em que foi implementado o Bolsa Família; e a atuação como ministro do Desenvolvimento Agrário, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

