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Projeto mira propaganda de sites adultos após polêmica do Corinthians

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 12 horas)
Projeto mira propaganda de sites adultos após polêmica do Corinthians

Com a recente polêmica envolvendo o patrocínio do site de conteúdo adulto ao Corinthians, parlamentares protocoloram um projeto de lei na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e na Câmara Municipal que defende a proibição de propaganda do gênero em diversos setores.

A inciativa, de autoria da deputada estadual Marina Helou (PSB) e da vereadora Marina Bragante (PSB), tem como objetivo restringir publicidades de conteúdo adulto em equipamentos esportivos, culturais, de lazer e entretenimento, principalmente os que são voltados às crianças e adolescentes.

“O Corinthians, o time da democracia que enfrentou a ditadura, o clube das brabas, o clube de futebol feminino mais vitorioso do país. Agora esse mesmo time resolveu abrir espaço para estampar uma plataforma de pornografia. Uma exposição gigantesca, abrindo espaço para que crianças e adolescentes tenham contato com essa plataforma todos os dias”, afirmam as parlamentares, torcedoras do time, sobre o projeto.

Na última quinta-feira (16/7), o vereador de São Paulo Carlos Bezerra Jr. (PSD) protocolou uma representação no Ministério Público (MPSP) solicitando apuração do contrato entre o site de conteúdo adulto, Fatal Fans, e o time alvinegro.

“Eu sou corinthiano também, e justamente por amar o Corinthians é que eu não podia fingir que isso é normal”, disse.

Em nota, o clube não se posicionou sobre o assunto até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.

Contrato de R$ 22 milhões

O contrato entre o clube e a plataforma de conteúdo adulto Fatal Fans é valido até 31 de dezembro de 2027, no valor de R$ 22 milhões e possibilidade de renovação até o final da temporada de 2028.

Segundo o próprio Corinthians, a marca estará presente no calção da equipe masculina principal, na barra frontal do uniforme do futsal e na parte posterior das costas da camisa do basquete.

No futebol feminino, ao invés do nome da marca, a iniciativa prevê a frase “Respeita as mina” no short da equipe, como forma de ampliar a visibilidade da campanha do clube voltada ao combate à violência contra a mulher.