Belo Horizonte – Oficializado nesta segunda-feira (20/7) como candidato do PT ao governo de Minas Gerais, o deputado federal Patrus Ananias afirmou que o partido ainda tem tempo para construir uma chapa competitiva para as eleições de outubro. A legenda corria contra o tempo em meio à indefinição do nome para representar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado e, agora, segue em busca de alianças.
Após ter o nome confirmado pela direção estadual da legenda nesta manhã, Patrus disse à imprensa que a prioridade é unificar o partido e, na sequência, ampliar o diálogo com aliados para definir a composição da candidatura. Contudo, ele evitou citar nomes que poderão compor a chapa majoritária.
“Temos tempo para ir conversando e constituirmos uma chapa competitiva, uma chapa democraticamente forte, comprometida com as nossas causas históricas, democráticas, éticas e sociais, mas, ao mesmo tempo, uma chapa competitiva”, falou.
Próximos passos de Patrus
- Patrus foi oficializado candidato do PT ao governo de Minas nesta segunda-feira (20/7);
- Petista diz que prioridade agora é unificar o partido;
- Próximo passo será negociar alianças com a federação e outros partidos;
- Definição do vice e da chapa ao Senado ficará para as próximas semanas;
- Deputado afirma que vai percorrer Minas para conversar com a população.
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Unificação do PT e alianças
Patrus afirmou que a confirmação de sua candidatura representa o início de uma nova etapa da campanha e destacou que o objetivo imediato é fortalecer a unidade do partido. “Formalizamos hoje a nossa pré-candidatura ao governo de Minas com o objetivo de unificar o Partido dos Trabalhadores”, afirmou.
Segundo ele, a construção da candidatura passa primeiro pela federação formada por PT, PV e PCdoB. Depois, a intenção é ampliar as conversas com outras legendas.
“Os próximos passos serão a busca de alianças democráticas e éticas, primeiro com os partidos que formam a federação e, depois, com outros partidos do campo da esquerda e do centro democrático, para ampliar cada vez mais as possibilidades da nossa pré-candidatura ao governo de Minas”, disse.
Ao ser questionado sobre possíveis alianças com partidos como PSB, PDT e MDB, Patrus evitou antecipar negociações e disse que essa construção será feita em conjunto com a direção estadual do PT e a coordenação da campanha.
Vice será definido “com o tempo”
Questionado sobre a composição da chapa, Patrus afirmou que ainda não há definições sobre quem será o candidato a vice-governador. Segundo ele, o PT também precisará discutir uma das duas vagas para o Senado.
“Tem tempo. É um processo”, respondeu ao ser perguntado sobre a escolha do vice.
O deputado citou a presença da ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado Marília Campos (PT) no evento, e afirmou que as conversas sobre as composições seguirão nas próximas semanas.
PT oficializou candidatura e encerrou ciclo de “nãos”
Patrus teve o nome oficializado durante reunião da direção estadual do PT, em um hotel de Belo Horizonte. A confirmação encerra meses de articulações internas e tentativas da legenda de lançar outros nomes para disputar o Palácio Tiradentes.
Antes de chegar ao deputado, o partido tentou convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSB) a disputar o governo com apoio do presidente Lula. A ex-prefeita de Contagem Marília Campos também chegou a ser cotada, mas preferiu manter sua pré-candidatura ao Senado.
Com a proximidade das convenções partidárias, a direção nacional do PT passou a conduzir a escolha e definiu Patrus como candidato. Pesaram a favor do deputado a proximidade com Lula, a experiência como prefeito de Belo Horizonte, ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff e a avaliação de que seu nome tem potencial para dialogar com aliados durante a campanha.

