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Tabata: PL da Misoginia não avança na Câmara por "questões eleitorais"

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Tabata: PL da Misoginia não avança na Câmara por "questões eleitorais"

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) afirmou que não tem expectativa de que o projeto de lei que tipifica a misoginia seja votado na Câmara antes do recesso parlamentar. Em entrevista ao Acorda, Métropoles, nesta quarta-feira (15/7), ela afirmou que dialogou com todas as agremiações e que apenas o Partido Liberal não se mostrou aberto a aderir a proposta que protege as mulheres. Se gundo a parlamentar, a pauta não avança na Câmara por “questões eleitorais”,

“Nos últimos três meses eu dialoguei com todo mundo. O único partido que não quis me receber, nesse projeto que criminaliza o ódio contra as mulheres, foi o PL. Da esquerda a direita, eu conversei com todo mundo: bancada evangélica, bancada católica. E acolhi as sugestões que vieram”, disse.


Entenda

  • Projeto visa criminalizar o ódio, a aversão e a discriminação contra mulheres.
  • Deputada diz que proposta foi alvo de fake news.
  • Câmara deve entrar de recesso sem votar o projeto.
  • Segundo Tabata, apenas o PL não quis recebê-la para apoiar a proposta.

O PL da Misoginia é uma das principais demandas da bancada feminina. O texto equipara a misoginia ao crime de racismo, torna a prática inafiançável e imprescritível, com pena de 2 a 5 anos de prisão. A proposta busca punir condutas motivadas por ódio, menosprezo ou discriminação contra mulheres.

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Deputada afirmou que projeto foi alvo de fake news
Deputada Tabata Amaral
Segundo Tabata, apenas o PL de Nikolas Ferreira não quis aprovar o projeto
Metrópoles
Tabata Amaral disse nao ter expectativa de que PL da Misoginia seja votado antes do recesso parlamentar
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Deputada afirmou que projeto foi alvo de fake news
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Vinicius Schmidt/Metrópoles
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Segundo Tabata, apenas o PL de Nikolas Ferreira não quis aprovar o projeto
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Segundo Tabata, apenas o PL de Nikolas Ferreira não quis aprovar o projeto

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Tabata Amaral afirmou que a votação está travada porque há dois movimentos contra o projeto. O primeiro é a disseminação de notícias falsas sobre o PL da Misoginia nas redes sociais. O segundo se concentra em usar o tema em palanques eleitorais.

“A gente não está conseguindo votar o PL por questões eleitorais. Isso é lamentável porque esse não deveria ser um projeto para ser palanque de um ou de outro”, disse.

“No Senado, esse texto foi aprovado de forma unânime. A senadora Damares Alves, o senador Flávio Bolsonaro, todos votaram a favor. É inconcebível alguém ser de direita ou de esquerda, religioso ou não, e diga não ser a favor de proteger as mulheres e não ser a favor dos criminosos que estão matando as mulheres no nosso país”, acrescentou a parlamentar.

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