A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) afirmou que não tem expectativa de que o projeto de lei que tipifica a misoginia seja votado na Câmara antes do recesso parlamentar. Em entrevista ao Acorda, Métropoles, nesta quarta-feira (15/7), ela afirmou que dialogou com todas as agremiações e que apenas o Partido Liberal não se mostrou aberto a aderir a proposta que protege as mulheres. Se gundo a parlamentar, a pauta não avança na Câmara por “questões eleitorais”,
“Nos últimos três meses eu dialoguei com todo mundo. O único partido que não quis me receber, nesse projeto que criminaliza o ódio contra as mulheres, foi o PL. Da esquerda a direita, eu conversei com todo mundo: bancada evangélica, bancada católica. E acolhi as sugestões que vieram”, disse.
Entenda
- Projeto visa criminalizar o ódio, a aversão e a discriminação contra mulheres.
- Deputada diz que proposta foi alvo de fake news.
- Câmara deve entrar de recesso sem votar o projeto.
- Segundo Tabata, apenas o PL não quis recebê-la para apoiar a proposta.
O PL da Misoginia é uma das principais demandas da bancada feminina. O texto equipara a misoginia ao crime de racismo, torna a prática inafiançável e imprescritível, com pena de 2 a 5 anos de prisão. A proposta busca punir condutas motivadas por ódio, menosprezo ou discriminação contra mulheres.





Tabata Amaral disse nao ter expectativa de que PL da Misoginia seja votado antes do recesso parlamentar
Deputada afirmou que projeto foi alvo de fake news
Vinicius Schmidt/MetrópolesDeputada Tabata Amaral
MICHAEL MELO/METRÓPOLES @michaelmeloSegundo Tabata, apenas o PL de Nikolas Ferreira não quis aprovar o projeto
Kayo Magalhães / Câmara dos DeputadosLeia também
Tabata Amaral afirmou que a votação está travada porque há dois movimentos contra o projeto. O primeiro é a disseminação de notícias falsas sobre o PL da Misoginia nas redes sociais. O segundo se concentra em usar o tema em palanques eleitorais.
“A gente não está conseguindo votar o PL por questões eleitorais. Isso é lamentável porque esse não deveria ser um projeto para ser palanque de um ou de outro”, disse.
“No Senado, esse texto foi aprovado de forma unânime. A senadora Damares Alves, o senador Flávio Bolsonaro, todos votaram a favor. É inconcebível alguém ser de direita ou de esquerda, religioso ou não, e diga não ser a favor de proteger as mulheres e não ser a favor dos criminosos que estão matando as mulheres no nosso país”, acrescentou a parlamentar.

