O Grupo controlador da Loovi Seguros iniciou a compra da participação societária da holding vinculada ao empresário Pablo Marçal, de acordo com comunicado divulgado na segunda-feira (13).
A transação, cujo valor não foi revelado, ocorre após a recente aprovação da licença definitiva S3 da seguradora LTI pela Susep (Superintendência de Seguros Privados). E o movimento também mira um futuro IPO (oferta pública inicial) para que a companhia se torne aberta no mercado de capitais.
A operação visa um mercado formado por 65,4 milhões de automóveis, sendo que 73% não estão segurados. A CNseg projeta que o setor segurador de veículos arrecade R$ 808 bilhões em 2026.
A partir deste cenário e com as recentes decisões, a Loovi vê a possibilidade de mais que dobrar seu faturamento em 2026. A empresa avalia que, mantendo o crescimento, estará nos próximos 10 anos entre as maiores seguradoras auto do Brasil.
Criada pelo empresário mineiro Quézide Cunha, a Loovi ganhou notoriedade através da atuação influenciadores conhecidos, como Renato Cariani, Whindersson Nunes e Neymar, além do próprio Marçal.
Sobre a saída de Marçal, o presidente do grupo reconhece que o empresário tenha cumprido um ciclo relevante como investidor da Loovi.
“Contudo, não há cadeira cativa para ninguém. A instituição é maior do que qualquer acionista, membro da diretoria ou executivo. Nesse contexto chegamos à conclusão que seria o momento da sua saída, resultando em uma justa negociação para ambas as partes.”, afirma Cunha em nota à imprensa sobre a compra da participação.
“Sou um investidor serial e minha tese de investimento consiste em 3 pilares: bons fundadores, escala e liquidez com excelente upside no equity para futura saída. A oferta de recompra da Loovi cumpriu tudo isso, inclusive meu objetivo de saída. Agora sigo focado no meu propósito, que é contribuir para o Brasil”, afirma Pablo Marçal na mesma nota.

