A investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) revelou detalhes de como Leandro de Jesus Meirelles (foto em destaque), preso preventivamente nessa terça-feira (14/7), teria aplicado uma sequência de golpes contra beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida, da Caixa Econômica Federal. Segundo a corporação, o investigado explorava o desespero financeiro das vítimas e prometia reduzir parcelas de financiamentos habitacionais.
De acordo com o Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Luziânia, o suspeito se apresentava como advogado antes mesmo de obter registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o que só ocorreu em 2022.
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Ele oferecia supostas ações revisionais de contratos firmados com a Caixa Econômica Federal e garantia que conseguiria diminuir ou até suspender o pagamento das prestações.
A polícia afirma que, após conquistar a confiança dos clientes, Leandro orientava que as parcelas do financiamento fossem depositadas diretamente em sua conta bancária, em vez de serem pagas à instituição financeira. Para convencer as vítimas de que os processos estavam em andamento, ele apresentava documentos falsificados que simulavam saldos de contas judiciais.
Em um dos casos apurados, uma vítima transferiu aproximadamente R$ 44,2 mil ao investigado ao longo de quase 10 anos.
Mesmo depois de assumir formalmente a dívida para tentar evitar uma denúncia, o suspeito não quitou integralmente os valores, segundo a Polícia Civil. Com isso, o imóvel financiado acabou sendo levado a leilão, e a vítima ainda deixou de receber juros e correção monetária.
Além disso, há registros de vítimas em Luziânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e também no Distrito Federal, todas relatando uma forma de atuação semelhante.
Ainda conforme a PCGO, o investigado utilizava documentos falsificados para transmitir credibilidade e reforçar a falsa impressão de que os processos judiciais estavam em andamento.
Durante o cumprimento dos mandados, no Guará II (DF), os policiais apreenderam um Jeep Renegade, aparelhos celulares, um notebook e diversos documentos. O material será analisado para compor as investigações e identificar outras possíveis vítimas.
Leandro é investigado, inicialmente, pelos crimes de estelionato e exercício ilegal da profissão. A Polícia Civil divulgou a imagem do suspeito com o objetivo de incentivar outras pessoas que possam ter sido lesadas a procurar a corporação e registrar ocorrência.

